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SeaGlide: navio elétrico autônomo que lembra um F1

  • crossbbrasil
  • 13 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura
EDIÇÃO 12 | 15 a 21.12.25 -Com desempenho que lembra um carro de F1,aMGI Engineering lança SeaGlide, embarcação elétrica autônoma para curtas rotas marítimas com baixo custo e emissão zero.

JOGO RÁPIDO
A britânica MGI Engineering revelou SeaGlide, um veículo de superfície não tripulado (USV) movido a eletricidade, com capacidade para 200 kg de carga e alcance de até 150 km com propulsão silenciosa e hidrofoils que elevam o casco da água, reduzindo arrasto. A embarcação, que já se encontra em testes no Reino Unido, aposta em autonomia BVLOS e integração com drones aéreos para formar redes logísticas completas entre terra, ar e mar uma alternativa de baixo custo e emissões zero para curtas rotas costeiras e insulares. 
A MGI Engineering anunciou em 2025 o lançamento do SeaGlide, um veículo de superfície não tripulado (USV),  elétrico e autônomo, projetado para transformar a logística marítima costeira e de curta distância. A embarcação foi desenvolvida com materiais leves e tecnologia herdada da engenharia de alta performance como a utilizada na Fórmula 1, combinando eficiência, sustentabilidade e operação automatizada. 

O USV é capaz de transportar até 200 kg de carga e percorrer cerca de 150 km em modo totalmente elétrico, com velocidade de cruzeiro de 25 nós. Sua estrutura com hidrofoils ajustáveis ergue o casco da água, reduzindo o arrasto e aumentando a eficiência energética — o que torna a operação mais econômica e sustentável. 

Uma característica marcante do SeaGlide é sua autonomia: o sistema inclui sensores AIS, radar e câmeras ópticas, além de software de prevenção de colisão e atracação automática, permitindo navegação e docagem sem tripulação. A MGI informa também que há versões em desenvolvimento com alcance maior (até 500 km) e capacidade modular para diferentes tipos de carga. 

Para ampliar seu alcance logístico, o SeaGlide é compatível com a linha aérea de carga da própria MGI, os chamados  drones Mosquito —, o que viabiliza um sistema integrado de entregas multimodais (terra–ar–mar). Esse arranjo é particularmente atraente para rotas curtas entre portos, ilhas ou regiões costeiras, onde o custo de embarcações tradicionais e a infraestrutura limitada dificultam entregas eficientes. 

A empresa afirma que o lançamento do SeaGlide quer combater três desafios estruturais do transporte marítimo tradicional: alta emissão de carbono, custos elevados de tripulação e combustíveis, e ineficiência em trechos curtos ou de difícil acesso. O SeaGlide surge como uma alternativa de logística sob demanda, de baixo custo e menor impacto ambiental. 

A embarcação está em fase de testes no Reino Unido, com variantes de 4, 5 e 6 metros de comprimento, em operação por controle remoto a partir de estação terrestre robusta. Segundo a MGI, o design foi pensado para permitir escalabilidade e operação em frotas, o que poderia tornar o modelo competitivo frente a lanchas tripuladas e ferries em curtas distâncias.

Para analistas do setor marítimo, o SeaGlide representa um passo relevante rumo à descarbonização e automação da logística costeira. Uma vez consolidado comercialmente, o projeto  pode abrir caminho para a adoção de frotas elétricas autônomas, reduzindo custos operacionais, emissões e complexidade logística, sobretudo em regiões insulares, arquipélagos e trechos de entrega final onde por vezes o transporte tradicional é caro e ineficiente. 


LIGAÇÕES EXTERNAS : MGIENGINEERING.COM - OCEAN - MARINE BUSINESS 

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