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Brasil e China aceleram projeto de Ferrovia Bioceânica para ligar Bahia ao Peru

  • crossbbrasil
  • há 6 horas
  • 3 min de leitura

[EDIÇÃO 01/2026 - 01 A 10/02] - O acordo entre Infra SA e instituições chinesas busca integrar a FIOL ao Porto de Chancay, criando uma rota estratégica para o Pacífico e tornando o ritmo de exportações para a Ásia em 30%.

 

JOGO RÁPIDO

Brasil e China intensificaram os estudos para integrar a FIOL (Bahia) à malha ferroviária peruana . A busca iniciativa conecta o Porto de Ilhéus ao Porto de Chancay , superando estagnações anteriores causadas pelo alto custo de transposição da Cordilheira dos Andes e pelos desafios ambientais na Amazônia, aumentando em 30%o ritmo de exportações para a Ásia.

 

Brasil e China avançaram nas negociações para a viabilização da ferrovia bioceânica que ligará o litoral da Bahia ao moderno complexo portuário de Chancay, no Peru. O projeto busca resgatar e atualizar as opções da Ferrovia Transcontinental (conhecidas técnicas no Brasil como EF-354 ou FETAB), uma ambição logística que, embora planejada há décadas, havia estagnado devido ao custo monumental de transporte na Cordilheira dos Andes e aos desafios complexos de licenciamento ambiental na região amazônica e na fronteira acreana.


Atualmente, uma estratégia de execução foi reformulada para garantir exequibilidade financeira: em vez de uma obra única e isolada, o projeto avança através da integração de trechos ferroviários que já possuem previsões próprias e obras em curso. O pilar central deste corredor é a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), que parte de Ilhéus, na Bahia, e avança em direção ao Tocantins. Com o suporte financeiro e a expertise técnica de instituições chinesas, o plano atual foca em "ligar os pontos" entre a FIOL, a Ferrovia Norte-Sul (FNS) e a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), criando uma espinha dorsal que atravesse o Mato Grosso e Rondônia até alcançar o território peruano.


A assinatura do memorando de entendimento entre a estatal brasileira Infra SA, vinculada ao Ministério dos Transportes, e ao China Railway Economic and Planning Research Institute formaliza esta nova fase de cooperação. Os conjuntos de estudos técnicos têm a missão de solucionar o maior gargalo do projeto: a transposição da barreira geográfica andina. A necessidade de engenharia para elevar trilhos a mais de 4.000 metros de altitude exige investimentos bilionários em túneis e viadutos, o que torna o apoio ao capital necessário e necessário. As equipes trabalham para monitorar os marcos regulatórios e os critérios rígidos de sustentabilidade exigidos para a passagem de áreas de preservação no Acre e em território peruano.


De acordo com as análises preliminares, as declarações desta rota poderiam reduzir o tempo de envio de mercadorias brasileiras para o mercado asiático em até 30%. Especialistas destacam que a conexão direta eficiente de Ilhéus com o Pacífico via trilhos transforma o escoamento de soja, milho, minério de ferro e produtos fabricados, oferecendo uma alternativa ao Canal do Panamá, que frequentemente enfrenta dificuldades operacionais devido a crises hídricas e gargalos logísticos.

O projeto está inserido na estratégia das Rotas de Integração Sul-Americana, programa prioritário do governo federal que visa conectar o Brasil às suas conexões através de eixos multimodais.


O apoio chinês reforça a relevância geopolítica do recém-inaugurado Porto de Chancay, projetado para ser o principal hub logístico da China na América do Sul. A conclusão da malha ferroviária brasileira até este ponto é considerada peça-chave para aumentar a competitividade do comércio externo, reduzir o "Custo Brasil" e fortalecer a integração econômica regional, consolidando um novo mapa do comércio global


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