Logística europeia sob tensão com demanda fraca em 2025
- crossbbrasil
- 1 de out. de 2025
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Atualizado: 27 de nov. de 2025
ED: 04 - 27.09 A 01.10.25 - A queda nos volumes e fretes no terceiro trimestre pressiona as ações de logística europeia. Empresas revisam projeções anuais para manter equilíbrio.

JOGO RÁPIDO:
Após reação forte no início do ano, o setor logístico europeu enfrentou queda no terceiro trimestre, com volumes mais baixos e tarifas em declínio. Analistas esperam corte de orientação em três das quatro maiores empresas, e só Maersk tem chance de manter projeções.
As ações das empresas de logística europeia enfrentam um cenário difícil para o final de 2025, diante da perda de fôlego na demanda e da pressão sobre as expectativas de resultado. Segundo reportagem da Investing.com, o setor vinha contando com um “pull-forward” de volumes no início do ano, mas no terceiro trimestre viu uma reversão: volumes mais fracos e tarifas de frete em queda forçaram empresas a reavaliar suas projeções.
Os analistas da Bernstein estimam que três dentre as quatro maiores empresas de logística da Europa deverão revisar para baixo suas orientações anuais. Apenas Maersk é vista como potencialmente capaz de manter suas projeções, se conseguir equilibrar seus resultados na segunda metade do ano. A expectativa incide sobre gigantes como DHL, DSV e outras, cujas margens já vinham apertadas.
Um dos casos de atenção é o da DSV, que está integrando a operação da DB Schenker .A empresa passa a ser um dos focos de investidores, pois sua habilidade em consolidar operações pode ser decisiva diante do ambiente mais hostil de custos e fretes em queda. Segundo o Portal Investing, trata-se de um negócio que consolida sua posição como a maior transportadora de cargas do mundo.
O cenário europeu mais amplo para logística também sustenta essa visão. A NTT Data, em análise de tendências logísticas, projeta crescimento moderado (cerca de 2%) para transporte e logística em 2025, mas ressalta que fatores como desaceleração industrial e desafios de mão de obra devem limitar a expansão. O mercado de logística imobiliária europeia já demonstra sinais de enfraquecimento: no segundo trimestre de 2025, o “take-up” (demanda absorvida) caiu 1% em comparação ao trimestre anterior — o menor nível desde 2015.
Com fretes menores e volumes em retração, as empresas europeias estão parcialmente protegidas por contratos de longo prazo, mas a pressão no spot e nos contratos de curto prazo tende a corroer as margens. Isso torna a revisão de orientação uma opção pragmática para evitar surpresas aos acionistas.
Para manter credibilidade, algumas empresas já adotam medidas de contenção: corte de custos, renegociação de contratos de transporte ou armazenagem, otimização de rotas e aumento de eficiência logística. Num ambiente mais desafiador, os investidores também passam a observar variáveis específicas de cada empresa: integração pós-fusão (como no caso da DSV), diversificação de serviços (armazenagem, cross-docking, last mile), hedges cambiais, exposição a rotas marítimas versus terrestres, e estratégia de digitalização e automação.
Em suma, 2025 se encaminha para um ano de ajustes para o setor logístico europeu. Depois de um arranque otimista, o recuo nas expectativas mostra que a sustentabilidade do crescimento dependerá da capacidade das empresas de absorver custos, ajustar operações e revisar ambições sem comprometer credibilidade com o mercado.
COM INFORMAÇÕES DE: INVESTING.COM – NTT DATA – SAVILLS – ILLUSTRATIVE GLOBAL LOGISTICS REPORTS – BERNSTEIN




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