IA e logística percepção do mercado é de bons resultados
- crossbbrasil
- 31 de out. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 28 de nov. de 2025
ED: 07 - 01.11 A 07.11.25 -Quase metade das empresas já obtém retorno com IA na cadeia de suprimentos; Brasil acelera adoção, mas faltam estratégias.
Jogo Rápido: Grande parcela dos líderes de supply chain já utiliza inteligência artificial e relata ganhos significativos em eficiência, redução de custos e melhoria nas entregas. No Brasil, o movimento de digitalização se acelera, impulsionado por consultorias e empresas que comprovam resultados concretos. No entanto, desafios estruturais ainda freiam o avanço: silos de dados dificultam a integração, muitas empresas não possuem uma estratégia formal de IA e há carência de profissionais qualificados para desenvolver e aplicar soluções em escala. Mesmo assim, o setor mantém otimismo e vê na IA um pilar essencial para a competitividade futura.
A inteligência artificial (IA) saiu do estágio de promessa para se tornar um motor mensurável de ganho operacional nas cadeias de suprimentos — especialmente em logística e transporte. Um estudo conjunto da Deposco e da Fulfillment IQ apontou que 46 % das organizações já implementaram IA em suas operações de supply chain e reportam retornos tangíveis, com reduções significativas de custos logísticos e melhorias na confiabilidade das entregas. Essas conclusões estão sintetizadas no relatório “AI in Supply Chain: How Leaders Are Driving Breakthrough ROI”.
Os benefícios práticos concentram-se em três frentes: otimização de rotas e uso de frota, previsão de demanda mais precisa e automação de centros de distribuição. Publicações do setor relatam ganhos médios relevantes — por exemplo, economia de 5 a 10 % nos custos de transporte, melhoria de até 20 % na confiabilidade das entregas e uma redução de cerca de 15 % nos custos logísticos gerais para empresas que adotaram IA de forma unificada.
Bônus: Baixe aqui o relatório "Outlok Logistica Industry 2025"("Panorama da Indústria de Logística 2025"), publicado (em inglês) por Infosys/Knowledge institute que oferece uma visão sobre as tendências, desafios e oportunidades que moldam o mercado global de logística e transporte.
Esses resultados, porém, tendem a se manifestar com mais intensidade em empresas que adotam plataformas unificadas de dados e IA, em vez de soluções pontuais que operam isoladamente. A pesquisa mostra que aquelas com fundações de dados integradas e IA que cobre planejamento, execução e análise entregam retorno 2-3 vezes maior do que aquelas com sistemas desconectados.
No Brasil, o movimento de digitalização já reflete interesse e investimento. Relatórios regionais e estudos de consultorias indicam que provedores nacionais e internacionais estão ampliando ofertas de serviços de supply chain com elementos de IA, enquanto empresas brasileiras do varejo ao agronegócio experimentam pilotos e projetos de escala inicial. Entretanto, o ecossistema brasileiro ainda convive com desafios estruturais: infraestrutura desigual, fragmentação de dados entre silos distintos e necessidade de atualização regulatória e de governança de dados — mas o avanço tecnológico é real.
Uma lacuna importante identificada pelos levantamentos de mercado é a ausência de estratégias formais de IA: segundo a pesquisa, apenas cerca de 23 % dos líderes de supply chain declararam possuir uma estratégia formal de IA aplicável à cadeia de suprimentos (o restante estava em processo ou com implementação ad hoc). Isso sugere risco de foco excessivo em ganhos de curto prazo em detrimento da transformação sustentável.
Especialistas ouvidos convergem para a ideia de que transformar pilotos em escala requer quatro pilares: unificação e qualidade de dados (eliminação de silos, dados limpos e acessíveis);escolha de plataformas integradas que cubram planejamento, execução e análise; capacitação interna com formação de times analíticos e de ciência de dados e métricas alinhadas ao negócio para mensurar ROI real e transformar insights em resultados.
Relatórios globais da McKinsey & Company e estudos setoriais apontam que organizações que fortalecem esses pilares conseguem extrair valor exponencial da IA, inclusive melhorando resiliência diante de rupturas — como a pandemia, disrupções logísticas e crises climáticas, pois a IA permite resposta mais rápida e adaptativa.
No front brasileiro, iniciativas de capacitação e parcerias público-privadas começam a surgir, alinhando universidades, consultorias e empresas para acelerar a adoção responsável da IA. Ao mesmo tempo, consultorias e veículos especializados destacam a importância de atenção à segurança de dados e governança: sem isso, ganhos operacionais podem ser comprometidos por riscos de compliance e ciberataques.
O cenário é de avanço consolidado, mas ainda desigual: 46 % de adoção indica que a IA já gera ROI real para uma parcela significativa do mercado, especialmente em logística e transporte; contudo, para que esses ganhos se espalhem e se tornem sustentáveis, empresas no Brasil e no exterior precisam transformar experimentos em estratégias integradas, investir em dados e talento, e priorizar plataformas unificadas que permitam escalar resultados. A aposta de agora é que a IA deixe de ser uma ferramenta de eficiência para se tornar o alicerce da competitividade logística global.
LIGAÇÕES EXTERNAS : DEPOSCO – FULFILLMENT IQ – MCKINSEY – INFOSYS




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