EF-118: R$ 6,6 bi para o novo Anel Ferroviário do Sudeste
- crossbbrasil
- 19 de jan.
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[ ED 1 2026 - 17.01 a 23.01] - A ferrovia ligará Nova Iguaçu a Santa Leopoldina em 575 km, prometendo reduzir gargalos logísticos e integrar portos estratégicos no Rio e Espírito Santo.

Jogo Rápido
A Estrada de Ferro 118 (EF-118), denominada Anel Ferroviário do Sudeste, recebeu aprovação para o plano de outorga com investimento previsto de R$ 6,6 bilhões. O projeto se estende por 575 km, conectando Nova Iguaçu (RJ) a Santa Leopoldina (ES), com leilão agendado para junho de 2026. A obra será dividida em fases, priorizando o trecho de 246 km entre o Porto do Açu e o Espírito Santo. Uma iniciativa integrada de malhas da MRS, Vale e Rumo.
O Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deram mais um passo para a viabilização da Estrada de Ferro 118 (EF-118), também conhecida como Anel Ferroviário do Sudeste. Com um investimento estimado em R$ 6,6 bilhões e extensão de até 575 quilômetros, o projeto visa conectar Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ao município de Santa Leopoldina, no Espírito Santo. A proposta foi transferida no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e o edital de concessão está em fase de análise pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com previsão de leilão para o primeiro semestre de 2026.
A infraestrutura foi projetada para atuar como um conector estratégico entre grandes malhas ferroviárias já existentes, como a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e a malha da MRS Logística. O traçado prioritário de 246 km ligará o Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), a Santa Leopoldina (ES). Um ponto crucial para o destravamento do projeto foi a incorporação do Ramal Anchieta, um trecho de 80 km que garante a conexão direta com o sistema da Vale. Este ramo contará com um aporte de R$ 826,1 milhões da mineradora, como parte da repactuação de seus contratos de concessão, garantindo a previsão financeira da nova linha.
O financiamento da EF-118 utiliza um modelo híbrido de recursos provenientes de outorgas cruzadas. Além do montante da Vale, o projeto prevê a utilização de R$ 2,8 bilhões oriundos da renovação antecipada da MRS Logística e R$ 502,5 milhões da Rumo Malha Paulista. Este arranjo financeiro é fundamental para garantir a execução das obras sem depender exclusivamente do orçamento direto da União. A capacidade de transporte projetada é de 12 milhões de toneladas anuais nos primeiros anos, podendo atingir 22 milhões de toneladas até 2075, focando em cargas como minério de ferro, HBI (ferro briquetado a quente) e concentrado de cobre.
A execução das obras será realizada de forma faseada. A primeira etapa foca na ligação entre o norte fluminense e o sul capixaba, com previsões previstas para 2035. Já o trecho sul, que completará a ligação até Nova Iguaçu, possui implementação condicionada à demanda e ao reequilíbrio econômico dos contratos futuros. A integração com o Porto do Açu é vista como um dos maiores benefícios, permitindo que o complexo portuário se conecte de forma eficiente ao interior do país. Além disso, a ferrovia potencializa o desenvolvimento de clusters industriais e a distribuição de combustíveis por meio da conexão com refinarias da Petrobras.
Para o setor produtivo, a EF-118 representa a eliminação de gargalos históricos no transporte de cargas entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, atualmente saturados no modal rodoviário. A nova rota reduzirá em muito os custos logísticos e as emissões de carbono, alinhando-se às metas de sustentabilidade do setor de transportes. O projeto é considerado a primeira concessão ferroviária greenfield (construída do zero) do atual governo federal, marcando uma nova fase na expansão da malha ferroviária nacional através do regime de parcerias público-privadas.
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