DHL aposta R$ 1 bi no Brasil e transforma país em hub logístico
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Investimentos reforçam estratégia que posiciona o Brasil no centro da redistribuição de cargas entre continentes.

JOGO RÁPIDO: A DHL Global Forwarding consolidou o Brasil como hub estratégico na América Latina, com projeção de crescimento de até 30% nos volumes consolidados. A operação utiliza Guarulhos e Viracopos como gateways globais e é sustentada por um plano de investimentos de cerca de R$ 1 bilhão no país até 2028, focado em infraestrutura, frota e centros de distribuição.
A DHL Global Forwarding intensificou seu reposicionamento estratégico na América Latina ao eleger o Brasil como principal hub logístico regional, movimento que combina expansão operacional e um robusto plano de investimentos no país. A estratégia reposiciona o fluxo de cargas internacionais, reduzindo a dependência histórica de hubs norte-americanos e colocando o território brasileiro no centro da redistribuição entre Ásia, Europa e Américas.
O novo modelo utiliza os aeroportos de Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos e Aeroporto Internacional de Viracopos como gateways globais, permitindo que cargas intercontinentais sejam consolidadas no Brasil antes de seguirem para outros países latino-americanos.
A expectativa é de crescimento de até 30% nos volumes consolidados até 2026, impulsionado pela otimização de rotas e pela redução de etapas logísticas intermediárias. Esse redesenho operacional também pode gerar ganhos de eficiência entre 10% e 30%, segundo análises do setor.
A estratégia é sustentada por um plano de investimentos significativo. A companhia planejou aplicar cerca de R$ 1 bilhão no Brasil entre 2023 e 2028, o equivalente a aproximadamente R$ 200 milhões por ano. Desse total, cerca de R$ 600 milhões já foram investidos, enquanto o restante segue em fase de execução. Os recursos estão sendo direcionados principalmente para ampliação da frota, expansão da rede física e abertura de novos centros de distribuição, conforme a evolução da demanda.
país.
“O Brasil não apenas participa do comércio global; ele ajuda a moldá-lo. O que torna o país especialmente estratégico é a força e a ambição do setor de MPMEs, que impulsiona nova demanda por internacionalização, expertise aduaneira e logística com previsibilidade. À medida que essas empresas expandem além das fronteiras brasileiras, contam com a DHL Express para obter agilidade, orientação e confiabilidade necessárias para competir globalmente” Andrew Williams, CEO da DHL Express Américas
Segundo a empresa, os investimentos incluem melhorias em infraestrutura logística e o fortalecimento da presença operacional no país, com foco em aumentar a capilaridade e a capacidade de atendimento a setores de alta complexidade, como tecnologia, automotivo e energia. Esse movimento reforça o papel do Brasil como plataforma logística regional, capaz de suportar cadeias de suprimento mais sofisticadas e integradas.
A mudança também acompanha uma tendência global de regionalização das cadeias logísticas, acelerada por disrupções recentes no comércio internacional. Empresas têm buscado reduzir riscos operacionais e aumentar a resiliência, descentralizando fluxos e criando novos centros de distribuição mais próximos dos mercados consumidores.
Nesse contexto, o Brasil surge como alternativa estratégica, combinando localização geográfica favorável, infraestrutura relevante e crescente conectividade internacional. Ao assumir um papel mais central nas operações da DHL, o país pode ampliar sua participação no comércio global e atrair novos investimentos logísticos.
O movimento da DHL indica uma mudança estrutural na geografia logística da América Latina. Ao integrar investimentos robustos com reconfiguração operacional, a empresa reforça o protagonismo do Brasil como elo estratégico entre continentes e como plataforma de redistribuição de cargas em escala regional.
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