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Chile testa caminhões eletrificados da Caterpillar e Brasil observa potencial

  • crossbbrasil
  • 3 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 27 de nov. de 2025

ED: 05 - 04 A 10.10.25 - e Caterpillar testam no Chile o sistema Cat DET em mina de cobre; tecnologia poderia reduzir emissões também em operações brasileiras.



JOGO RÁPIDO

A mina chilena Radomiro Tomic será o primeiro campo de testes do sistema Cat® Dynamic Energy Transfer (DET). Enquanto isso, especialistas brasileiros analisam o potencial da tecnologia em minas de ferro e bauxita, onde o transporte de caminhões pesados responde pela maior parte das emissões.

A mineradora estatal chilena Codelco, maior produtora de cobre do mundo, anunciou que testará o sistema Cat® Dynamic Energy Transfer (DET) da Caterpillar em parceria com a Finning, distribuidora oficial no Chile. O projeto piloto será implementado na mina Radomiro Tomic, em 2026, com três caminhões diesel-elétricos de grande porte, conectados a trilhos eletrificados instalados em rampas. O sistema promete reduzir até 70% das emissões desses veículos, um dos maiores responsáveis pela pegada de carbono da mineração a céu aberto.


O DET transfere energia elétrica em movimento para os motores dos caminhões, sem a necessidade de paradas para recarga. Na prática, os veículos operam de forma híbrida: usam energia elétrica em trechos críticos (como rampas) e diesel em áreas planas ou fora das faixas eletrificadas. Essa combinação não apenas reduz emissões, como também prolonga a vida útil dos motores e diminui custos de combustível.


No Brasil, a notícia repercute entre especialistas em mineração e logística. O país, que figura entre os maiores produtores de ferro, bauxita, manganês e níquel, depende fortemente de caminhões fora-de-estrada em minas a céu aberto em estados como Minas Gerais e Pará. Segundo a Agência Internacional de Energia, cerca de 40% das emissões da mineração vêm do transporte interno de carga, sobretudo de caminhões pesados movidos a diesel.


Empresas brasileiras como Vale e MRN (Mineração Rio do Norte) já testam alternativas para reduzir essas emissões, incluindo eletrificação parcial de frotas, uso de biocombustíveis e caminhões autônomos com maior eficiência energética. O projeto da Codelco, porém, sinaliza um caminho adicional: eletrificação dinâmica, que poderia ser aplicada, por exemplo, em rampas longas das minas de ferro de Carajás (PA) ou da Serra do Sapo (MG). 


A expectativa é que projetos-piloto semelhantes ao chileno possam ser viáveis no Brasil nos próximos anos, sobretudo em minas de grande porte, onde a escala ajuda a amortizar custos. O país, que tem metas de descarbonização alinhadas à transição energética global, pode ver nesse modelo um atalho para tornar sua mineração mais competitiva e sustentável.


COM INFORMAÇÕES DE: CODELCO  - MCH.CL - REDIMIN - RUMBO MINERO - VALE


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