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Oceano Paífico: Acre e Peru firmam pacto para viabilizar  rota logística

  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

ZPE acreana e ZED de Ilo unem regimes aduaneiros para fortalecer integração comercial e logística.


JOGO RÁPIDO

O Governo do Estado do Acre e autoridades peruanas selaram um acordo de cooperação entre a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Acre e a Zona Especial de Desenvolvimento (ZED) de Ilo, no Peru, para viabilizar a saída de mercadorias ao Oceano Pacífico e integrar regimes aduaneiros. A parceria, assinada durante o encontro da Aliança Bioceânica, visa conectar a logística acreana ao corredor da Rodovia Interoceânica Sul e aos portos peruanos de Ilo e Matarani, reduzindo custos e tempo de transporte para mercados da Ásia e fortalecendo a competitividade regional.


O Governo do Acre consolidou nesta semana um acordo internacional com o Peru para potencializar o papel da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Acre como um nó logístico estratégico entre a Amazônia brasileira e mercados asiáticos por meio da logística dirigida ao Oceano Pacífico. O acordo de cooperação foi firmado com a Zona Especial de Desenvolvimento (ZED) de Ilo, no sul peruano, durante o encontro da Aliança Bioceânica realizado em 19 de março.


A parceria tem como foco principal integrar os regimes aduaneiros especiais dos dois países, facilitando a utilização de portos peruanos — como o Porto de Ilo e o Porto de Matarani — para o escoamento de produtos acreanos e de outras regiões da Amazônia Ocidental. A rota interoceânica conecta o território peruano ao Brasil pela Rodovia Interoceânica Sul, que liga diretamente à fronteira e oferece uma alternativa logística ao tradicional eixo atlântico.


O secretário de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre, Assurbanípal Mesquita, visitou a ZED de Ilo para conhecer a infraestrutura logística local e dialogar com empresários e autoridades peruanas sobre a integração bilateral. De acordo com ele, a cooperação representa mais do que um acordo institucional — trata-se de uma mudança de paradigma para o setor produtivo acreano, abrindo portas para uma rota competitiva de exportação ao Pacífico.


Com a assinatura do acordo, empresas instaladas na ZPE do Acre poderão acessar regimes aduaneiros facilitados no Peru, reduzindo etapas burocráticas e custos operacionais ao utilizar portos peruanos para exportar e importar mercadorias. Produtos como proteína animal, madeira, café, castanha-do-Brasil e grãos tendem a ganhar competitividade ao acessar mercados externos via Porto de Ilo e Matarani.

A iniciativa é considerada estratégica não apenas para o Acre, mas também para o Brasil como um todo, pois visa reduzir o chamado “Custo Brasil” associado ao transporte de cargas até portos do Sudeste e Sul. A redução do tempo de trânsito e dos custos logísticos pelo Pacífico pode tornar os produtos brasileiros mais competitivos nos mercados internacionais, especialmente na Ásia.


Especialistas em logística e desenvolvimento regional destacam que a integração de zonas econômicas especiais e regimes aduaneiros pode acelerar a modernização de processos e incentivar investimentos em infraestrutura, armazenagem e serviços relacionados ao comércio exterior. A articulação ainda inclui discussões sobre expansão da integração com outros estados brasileiros, como Rondônia, Mato Grosso e até regiões do norte do Chile, em uma frente mais ampla de cooperação logística transcontinental.


A estratégia de transformar o Acre em um elo logístico para exportação ao Pacífico vem sendo construída ao longo dos últimos anos, com debates sobre a revitalização da ZPE, parcerias internacionais e ações que impulsionam a integração regional sul-americana. A consolidação da Rota Interoceânica como eixo de logística continental é vista como um avanço para o desenvolvimento econômico sustentável da região.



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