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Novo biocombustível BeVant inicia testes operacionais para substituição integral do diesel fóssil

  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

 14 a 21.03.2026  |O combustível renovável, desenvolvido pela Be8, valida sua performance em frotas comerciais e municipais como uma solução "drop-in", visando a descarbonização imediata do transporte pesado sem exigir adaptações nos motores.


JOGO RÁPIDO: O mercado de energia renovável iniciou os testes operacionais do BeVant, um novo biocombustível desenvolvido pela empresa brasileira Be8 para atuar como substituto direto do diesel fóssil tradicional. Com capacidade para ser utilizado em proporções de até 100% nos tanques de veículos pesados, o produto está sendo avaliado em frotas de ônibus coletivos, caminhões de lixo e veículos logísticos em Passo Fundo (RS), além de testes rodoviários com a Mercedes-Benz. O combustível apresenta características químicas de alta pureza e baixa acidez, permitindo sua aplicação em motores convencionais sem a necessidade de modificações mecânicas. A iniciativa tecnológica foca na descarbonização do transporte, oferecendo redução de até 50% nas emissões de gases estufa e mitigação de particulados.



O setor de energia renovável avança na transição da matriz logística com a validação operacional do Be8 BeVant, um novo biocombustível avançado projetado para a substituição direta e integral do diesel fóssil no transporte pesado. Desenvolvido no Brasil pela companhia Be8, o produto químico enquadra-se na categoria de combustíveis "drop-in". Isso significa que ele possui características que permitem sua utilização nos motores a combustão atuais sem a necessidade de adaptação mecânica ou alteração na infraestrutura de abastecimento. A inovação iniciou sua fase de testes práticos em frotas regulares na cidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, onde se concentra a base produtiva da fabricante e as parcerias de monitoramento tecnológico e verificação mecânica de longo prazo.


As avaliações de desempenho do biocombustível ocorrem por meio de parcerias com o setor público e empresas privadas. O projeto piloto engloba o abastecimento contínuo de dezessete veículos pertencentes à frota da prefeitura de Passo Fundo, incluindo caminhões e máquinas pesadas, além da integração da tecnologia na frota da operadora local de transporte coletivo.


 Em paralelo, o combustível renovável está sendo submetido a testes rigorosos em rotas longas conduzidos por montadoras como a Mercedes-Benz, que avalia a eficiência energética e a integridade de componentes de injeção em caminhões com tecnologia Euro 6. O escopo foca diretamente no rendimento em vias e na durabilidade mecânica das peças operando sob estresse diário intenso nas rodovias. A composição do BeVant difere do biodiesel convencional devido ao seu processo de destilação avançada. O combustível consiste em um metil éster bidestilado que utiliza, entre outras matérias-primas, o óleo de cozinha usado (UCO) oriundo da economia circular. 


Essa estrutura química resulta em um produto classificado como Ultra Low Sulfur Diesel, apresentando baixo índice de acidez e sendo livre de contaminantes residuais.  Segundo os dados técnicos da fabricante, a alta concentração de éster confere ao insumo propriedades de escoamento a frio e maior lubricidade do que o combustível fóssil. Tais características mitigam a obrigatoriedade da adição extra de compostos químicos lubrificantes aos tanques de estocagem das transportadoras rodoviárias.


A introdução desta tecnologia no mercado logístico nacional visa a redução imediata da pegada de carbono nas operações veiculares de grande escala. Relatórios atestam que a combustão do BeVant reduz em cerca de cinquenta por cento o volume de monóxido de carbono, com atenuação superior a oitenta por cento na geração de materiais particulados frente ao derivado de petróleo.


Ao deslocar a dependência de soluções puramente elétricas  que exigem vultoso investimento financeiro em infraestrutura, para um insumo líquido substituto direto, o segmento transportador adquire alternativa prática para atingir as metas climáticas corporativas, resguardando integralmente o fluxo operacional de cargas nas rodovias sem prejuízos financeiros ou burocráticos à cadeia de suprimentos instalada.


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