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Move Brasil impulsiona mercado de caminhões em 2026

  • crossbbrasil
  • 18 de jan.
  • 2 min de leitura

[ ED 1 2026 - 17.01 a 23.01]  - Programa de crédito de R$ 10 bi busca reverter queda no setor de pesados e renovar frota nacional.



JOGO RÁPIDO

O Programa Move Brasil, lançado em janeiro de 2026, prevê R$ 10 bilhões em crédito para financiar caminhões novos e seminovos, com juros abaixo do mercado. A medida é vista como resposta à retração de 20,5% nas vendas de pesados em 2025. O presidente da Anfavea considera o programa vital para estabilizar o setor.


O governo federal lançou oficialmente, em 8 de janeiro de 2026, o Programa Move Brasil, iniciativa que destina R$ 10 bilhões para financiar caminhões novos e seminovos, com taxas de juros reduzidas. Do total, R$ 6 bilhões vêm do Tesouro Nacional e R$ 4 bilhões são captados pelo BNDES. O programa reserva ainda R$ 1 bilhão exclusivamente para caminhoneiros autônomos e cooperados, buscando ampliar o acesso ao crédito e estimular a renovação da frota nacional (Agência Gov).

Segundo o vice-presidente e ministro da Indústria, Desenvolvimento, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o objetivo é promover eficiência, segurança e sustentabilidade no transporte rodoviário de cargas. A medida integra a política industrial “Nova Indústria Brasil” e atende a critérios de conteúdo local e sustentabilidade dos veículos .


O mercado de caminhões chega a 2026 após um ano de retração significativa. Em 2025, as vendas de veículos pesados caíram 20,5%, segundo balanço da Anfavea. O presidente da entidade, Igor Calvet, afirmou que o Move Brasil funciona como “desfibrilador” para o setor, ao oferecer condições de crédito que podem reverter a queda e estabilizar a produção. A associação projeta crescimento moderado em 2026, mas com “otimismo contido”, diante de incertezas macroeconômicas e da necessidade de regulamentação tributária .


Do lado dos transportadores, cooperativas e empresas avaliam positivamente a iniciativa. Representantes do setor destacam que a renovação da frota é essencial para reduzir custos operacionais, aumentar a segurança e atender às exigências ambientais. Caminhoneiros autônomos, que terão linha exclusiva de crédito, consideram o programa uma oportunidade para substituir veículos antigos e ampliar competitividade (Bahia Econômica).


Especialistas, contudo, alertam para riscos fiscais decorrentes do uso de recursos do Tesouro Nacional. Há preocupação de que o subsídio possa pressionar as contas públicas, caso não seja acompanhado de medidas de compensação. Além disso, analistas ressaltam que a eficácia do programa dependerá da capacidade de execução e da adesão do setor privado.


Internacionalmente, programas semelhantes de renovação de frota já foram implementados em países como Alemanha e Estados Unidos, com foco em sustentabilidade e eficiência energética. No Brasil, o Move Brasil busca alinhar-se a essas práticas, mas enfrenta desafios estruturais, como a fragmentação de dados e a necessidade de maior governança regulatória.


O Move Brasil é visto como um passo relevante para reativar o mercado de caminhões e apoiar transportadores. A avaliação geral é positiva, mas condicionada à sustentabilidade fiscal e à capacidade de transformar o crédito em renovação efetiva da frota.




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