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Ikea lança robôs de entrega em lojas da Ásia

  • há 23 horas
  • 3 min de leitura

A gigante sueca Ikea iniciou a operação de mini caminhões autônomos em suas lojas na China para otimizar o fluxo interno de mercadorias pesadas e móveis.



JOGO RÁPIDO:

A introdução de veículos guiados de forma autônoma nos corredores da Ikea chinesa marca um avanço na logística intra-loja. Os equipamentos assumem o transporte pesado entre o estoque e a área de retirada, reduzindo o esforço físico dos funcionários e o tempo de espera dos clientes. No cenário global, a automação no varejo ganha tração como solução para gargalos operacionais e elevação da experiência de compra em grandes superfícies.


A revolução da automação logística acaba de ultrapassar os limites dos centros de distribuição fechados para ingressar diretamente no ambiente de varejo físico com fluxo intenso de consumidores. A gigante sueca do setor de móveis e decoração, Ikea, iniciou a implantação de uma frota de mini caminhões autônomos em suas megalojas localizadas na China.


O objetivo principal do projeto piloto é transferir o transporte interno de itens pesados e volumosos das mãos dos colaboradores para sistemas robóticos de alta precisão, otimizando substancialmente a reposição de prateleiras e a entrega de produtos na área de retirada dos clientes. 


O funcionamento dessa nova malha logística intra-loja apoia-se em inteligência artificial avançada e em uma matriz de sensores de mapeamento tridimensional, como o LiDAR. Esses veículos industriais compactos navegam pelos extensos e sinuosos corredores das lojas de forma totalmente independente, desviando de carrinhos de compras, obstáculos estáticos e, principalmente, de pessoas.


A operação ocorre tanto durante o horário de funcionamento, em áreas segregadas ou rotas de baixo fluxo, quanto no turno da noite, momento em que o trabalho de reabastecimento maciço do estoque é executado com velocidade maximizada. Relatórios técnicos apontam que a iniciativa reduz em até trinta por cento o tempo necessário para a movimentação interna de inventário pesado. Desde o início dos testes os mini caminhões

percorreram quase 75.600 km.


Sob a ótica da gestão de recursos humanos e da segurança do trabalho, a introdução dos mini caminhões alivia diretamente a carga física imposta aos trabalhadores do varejo. O manuseio constante de caixas planificadas, sofás e estantes apresenta riscos ergonômicos crônicos que encarecem a operação com afastamentos médicos e alta rotatividade de pessoal.


Ao delegar o esforço braçal pesado aos robôs de carga, a Ikea redireciona seus funcionários para funções de maior valor agregado, como o atendimento consultivo ao consumidor final e o planejamento estratégico do visual merchandising nas áreas de exposição de mobiliário corporativo e residencial. 


"A adoção de veículos autônomos no piso de loja representa uma mudança de paradigma na logística do último metro. Não se trata apenas de cortar custos operacionais, mas de redefinir a jornada do funcionário, protegendo sua integridade física, enquanto garantimos que o produto esteja sempre disponível para o cliente final sem atrasos decorrentes de gargalos de movimentação", Marcus Engman, diretor de inovação do Ingka Group  


A escolha do mercado chinês para a estreia dessa tecnologia não ocorre por acaso. A China possui hoje o ecossistema de inovação varejista mais agressivo e digitalizado do mundo, onde os consumidores já estão habituados a interagir com máquinas de autoatendimento e sistemas de entrega autônoma. O país serve como laboratório de testes antes que soluções logísticas complexas sejam exportadas para o Ocidente, onde a regulação sobre máquinas autônomas e pedestres tende a ser extremamente mais rígida, demorada e estruturalmente burocrática para a expansão rápida do negócio a nível internacional.


No Brasil, o cenário da automação varejista caminha a passos promissores, embora ainda esteja amplamente concentrado nos bastidores da cadeia de suprimentos. Grandes corporações nacionais do comércio eletrônico e do atacarejo investem pesado na robotização de seus gigantescos centros de distribuição espalhados pelo país. Contudo, a presença de robôs autônomos circulando livremente no piso de vendas interagindo com os clientes ainda é uma realidade incipiente e muito experimental.


O modelo de robótica intralogística aplicado na Ásia comprova que a harmonização entre a movimentação contínua de cargas pesadas e o trânsito seguro de consumidores é uma rotina viável. As redes brasileiras que ignorarem essa transição inevitavelmente enfrentarão custos operacionais muito mais altos. 



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