Capacidade de carga aérea seguirá pressionada em 2026
- crossbbrasil
- 17 de jan.
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Atualizado: 18 de jan.
[ ED 1 2026 - 17.01 a 23.01] - Backlog recorde de aeronaves limita expansão da carga aérea global e pressiona operações até além de 2026.

Jogo Rápido:
A IATA alerta que a capacidade de carga aérea em aeronaves wide-body permanecerá sob pressão em 2026 e nos anos seguintes, devido ao acúmulo histórico de pedidos de mais de 17 mil aeronaves, equivalente a quase 60% da frota ativa mundial, o que dificulta a renovação da frota e atrasam a entrada de novos cargueiros.
O Brasil acompanha a tendência global, com crescimento da demanda superior à expansão da capacidade, exigindo investimentos em digitalização e eficiência logística. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) projeta que a capacidade de carga aérea em aeronaves wide-body continuará sob forte pressão em 2026 e nos anos seguintes. O motivo central é o acúmulo histórico de pedidos de aeronaves, que já ultrapassa 17 mil unidades, número equivalente a quase 60% da frota ativa mundial e 11 vezes superior ao volume médio de entregas anuais .
Segundo Julia Seiermann, chefe de análise de indústria da IATA, a escassez global de aeronaves impactou o setor de carga em 2025 e deve se prolongar. Ela destacou que gargalos na produção e a extensão da vida útil de aeronaves de passageiros limitam a disponibilidade de cargueiros, elevando custos e taxas de utilização. Relatórios recentes apontam que a normalização desse descompasso estrutural entre demanda e produção não deve ocorrer antes de 2031–2034, em razão das perdas acumuladas nas entregas e da capacidade limitada da indústria aeroespacial.
Apesar da pressão sobre a capacidade, a IATA projeta crescimento moderado do setor: em 2026, o volume global de carga aérea deve atingir 71,6 milhões de toneladas, com receita estimada em US$ 158 bilhões, alta de 2,1% em relação a 2025 (Shipco Transport Media. O desempenho será desigual entre regiões, com destaque para rotas intra-Ásia e Europa–Médio Oriente, enquanto o corredor Ásia–América do Norte seguirá pressionado por tarifas e restrições comerciais.
No Brasil, o mercado de frete aéreo atingiu US$ 5,8 bilhões em 2025 e deve alcançar US$ 9,6 bilhões até 2034, com taxa de crescimento anual de 5,84% (SR112026A45029 A demanda cresce mais rápido que a capacidade, pressionando operadores a investir em digitalização, compliance e eficiência logística. Tendências globais como maior rigor regulatório para cargas perigosas e necessidade de governança de dados também impactam o cenário nacional.
Especialistas destacam que a combinação de frota envelhecida, atrasos na entrada de novos modelos como Boeing 777-8F e Airbus A350F, e gargalos na cadeia de suprimentos aeroespacial criam um ambiente de restrição prolongada. Para o setor de carga, isso significa custos mais altos, maior competição por capacidade e necessidade de estratégias de longo prazo para garantir resiliência.
LIGAÇÕES EXTERNAS: EUTERS – INDEXBOX – IATA – SHIPCO TRANSPORT MEDIA – AIR CARGO NEWS – SR MARKET RESEARCH – CROSSRACER




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