ALEMANHA : Varejista testa robô humanoide inédito na logística
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A Rede alemã Rossmann avalia o projeto Walker S2 para aliviar as equipes e otimizar processos internos.

JOGO RÁPIDO:
A rede Rossmann iniciou um projeto piloto de um ano com o robô humanoide Walker S2 em seu centro de distribuição localizado na cidade de Burgwedel.
Desenvolvido pela UBTech, o equipamento de automação possui capacidade para trocar sua própria bateria de forma autônoma em menos de três minutos.
O teste prático avalia a integração operacional da máquina aos processos existentes e sua eficácia na execução de tarefas físicas repetitivas reais.
A iniciativa reflete uma tendência global de inserção de robôs humanoides para o suporte ao trabalho humano contínuo nas operações intralogísticas.
A automação intralogística entra em uma nova patamar de sofisticação com a chegada de robôs humanoides a centros de distribuição de grande escala. A rede varejista alemã Rossmann deu início a um projeto piloto com duração de um ano para testar a operação de máquinas com anatomia inspirada no corpo humano em suas instalações logísticas. O modelo escolhido para essa fase experimental, iniciada em março de 2026, é o Walker S2, desenvolvido pela UBTech. Os testes ocorrem no complexo de Burgwedel, na região de Hannover, com integração conduzida pela Terra Robotics, ligada ao grupo Wortmann AG.
A iniciativa busca avaliar, de forma prática, o impacto da robótica avançada na redução do esforço físico exigido nas operações logísticas. Atividades repetitivas, como levantamento de cargas e longos deslocamentos em galpões, impõem elevado desgaste ergonômico aos trabalhadores. O robô foi projetado justamente para atuar nesses cenários: mede cerca de 1,76 metro, pesa aproximadamente 70 quilos e consegue manipular cargas de até 15 quilos com seus membros articulados. Sua estrutura conta com 52 graus de liberdade, permitindo movimentos complexos, como agachamentos profundos, rotações e manipulações precisas , características essenciais para operar em ambientes originalmente pensados para humanos.
Essa capacidade de adaptação facilita a inserção do equipamento em corredores estreitos e áreas densamente ocupadas por mercadorias. Outro diferencial relevante está na gestão de energia: o sistema permite a troca autônoma de baterias, sem necessidade de intervenção humana. Quando identifica níveis baixos de carga, o robô se desloca automaticamente até uma estação específica, realiza a substituição da bateria descarregada e retoma a operação em poucos minutos, garantindo funcionamento contínuo em regime 24/7.
Para operar com segurança em ambientes dinâmicos e potencialmente perigosos, o equipamento utiliza sensores visuais avançados e sistemas de percepção tridimensional, aliados a uma arquitetura de processamento baseada em redes neurais. Essa combinação permite reconhecer obstáculos, prever movimentos de máquinas como empilhadeiras e ajustar suas ações em tempo real, evitando colisões e mantendo a fluidez operacional. A integração com os sistemas digitais centrais da empresa também é um fator-chave, permitindo sincronização com toda a cadeia logística.
No contexto brasileiro, onde desafios logísticos como infraestrutura limitada e altos custos operacionais ainda são predominantes, a adoção dessa tecnologia tende a ocorrer de forma gradual. Grandes operadores já investem em automação para aumentar eficiência, mas a introdução de robôs humanoides exige planejamento cuidadoso, sobretudo devido ao alto custo inicial e à complexidade de manutenção.
Ainda assim, experiências internacionais bem-sucedidas servem como referência estratégica e podem orientar futuras implementações no país, especialmente em operações de grande volume e alta intensidade.
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