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Mercado de carbono pode beneficiar transporte no Brasil

O mercado de créditos de carbono é uma forma de incentivar a redução das emissões de gases de efeito estufa, que contribuem para o aquecimento global. No Brasil, esse mercado está prestes a ser regulamentado, o que pode trazer oportunidades para os pequenos negócios que atuam em setores como transporte, energia e agricultura.



Transporte e benefícios dos créditos de carbono

Leitura rápida - Possiveis vantagens:

  • Incentivar a inovação tecnológica e a eficiência energética nas empresas.

  • Reduzir os custos operacionais e os riscos financeiros associados às emissões de gases de efeito estufa.

  • Aumentar o acesso a fontes de financiamento e investimento sustentáveis.

  • Melhorar a reputação e a imagem das empresas perante os consumidores e os stakeholders.

  • Fortalecer a participação do Brasil no cenário internacional de combate às mudanças climáticas.

  • Promover o desenvolvimento socioeconômico e ambiental das regiões onde ocorrem os projetos de redução de emissões.

  • Gerar renda e emprego para os pequenos negócios envolvidos na cadeia produtiva do carbono.

  • Incluir o transporte nos programas de crédito de carbono.



O mercado de carbono é um mecanismo que permite a compra e venda de créditos de carbono entre países ou empresas que precisam reduzir suas emissões de gases de efeito estufa e aqueles que conseguem capturar ou evitar essas emissões. O objetivo é incentivar a transição para uma economia de baixo carbono e combater as mudanças climáticas.


No Brasil ainda é voluntário, ou seja, não há uma legislação específica que obrigue os setores a compensarem suas emissões. No entanto, o governo federal editou em maio de 2022 um decreto que cria o Sistema Nacional de Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa e estabelece os procedimentos para a elaboração dos Planos Setoriais de Mitigação das Mudanças Climáticas. No Congresso Nacional tramita um projeto de lei que institui o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), que visa regulamentar o mercado de carbono no país.


A regulamentação pode trazer benefícios econômicos, ambientais e sociais para o país. Segundo estudos internacionais, o Brasil tem potencial para atrair US$ 120 bilhões até 2023 com a venda de créditos de carbono, especialmente para países e empresas que precisam cumprir com seus compromissos de neutralidade do poluente. Esse é um mercado que pode estimular investimentos em projetos e tecnologias mais limpas, aumentando a competitividade dos setores produtivos e gerando empregos verdes. O setor de transportes, como se sabe grande emisor de gases causadores do efeito estufa, é um dos que poderiam reduzir suas próprias emissões com a adoção de biocombustíveis, veículos elétricos ou sistemas integrados de mobilidade e ainda se beneficiar com créditos.


O Brasil tem diversas fontes de carbono que podem ser valorizadas no mercado, como as florestas nativas, o solo, o mar, os resíduos orgânicos e a matriz energética renovável.O Banco do Brasil apoia seus clientes na elaboração de projetos geradores de crédito de carbono na modalidade desmatamento evitado – REDD+, o que representou até agosto de 2023 a proteção de mais de 500 mil hectares.


Para participar do mercado de carbono, os setores devem seguir as regras estabelecidas pelo governo federal e pelos organismos internacionais, como a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e o Acordo de Paris. Essas regras definem os critérios para a mensuração, verificação e reporte das emissões e reduções de gases de efeito estufa, bem como para a emissão, registro e comercialização dos créditos de carbono.




 

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