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Infraestrutura de transportes sufoca economia do Pantanal sul-matogrossense

A região enfrenta grandes dificuldades para escoar sua produção e receber visitantes. A precariedade das estradas, a falta de pontes e a inexistência de ferrovias e hidrovias comprometem o desenvolvimento sustentável da área.


Alguma dificuldade nas estradas do Pantanal

Leitura rápida:

  • Falta de estradas prejudica escoamento da produção agropecuária

  • Transporte rodoviário é caro, inseguro e pouco competitivo

  • Ferrovias e hidrovias são subutilizadas por falta de investimentos

  • Famílias pantaneiras sofrem com isolamento e falta de serviços básicos

  • Biodiversidade do Pantanal é ameaçada por riscos ambientais

  • Região é responsável por 10% da carne bovina e parte da soja, milho, algodão e arroz

  • Pantanal tem 15 milhões de hectares, 95% ocupados por atividades agropecuárias

  • Desenvolvimento econômico e social da região é comprometido pela falta de infraestrutura

Entra ano, sai ano; entra década, sai década. Quase se implora para que questões básicas de logística e transporte recebam a atenção devida, causando problemas inimagináveis para a população e para a  economia do País. É impensável que as autoridades "responsáveis" não conheçam problemas dessa natureza.

E se conhecem, por que não os resolvem? Alguém acredita que faltem recursos? É claro que sim, como os adoradores de duendes, os crentes na mula-sem cabeça ou aqueles que consideram Papai Noel um amigo de carne, osso e careca. E para dizer a verdade, talvez nesses.


Exemplo claro é o Pantanal, como se sabe, é uma das regiões mais ricas em biodiversidade do Brasil, mas também uma das mais carentes em infraestrutura e logística. 

A falta de estradas no Pantanal-matogrossense  e acessos adequados dificulta o transporte da produção agropecuária e o atendimento básico às famílias que vivem na área. Essa situação compromete o desenvolvimento econômico e social da região, além de aumentar os riscos ambientais.

Segundo dados do IBGE, a região possui cerca de 15 milhões de hectares, dos quais 95% são ocupados por atividades agropecuárias.É responsável por cerca de 10% da produção nacional de carne bovina e por uma parcela significativa da produção de soja, milho, algodão e arroz. No entanto, esses produtos enfrentam dificuldades para chegar aos mercados consumidores, devido à precariedade das vias de transporte.


 A maior parte dessa produção é escoada pelo modal rodoviário, que enfrenta problemas como conservação, sinalização das vias e, claro, de segurança. As distâncias são longas e os custos são elevados, reduzindo a competitividade dos produtores. Outros modais, como o ferroviário e o hidroviário, são pouco explorados na região, por falta de investimentos e de integração.


 Recentemente, Enfoque MS, publicou a matéria " Produtores rurais destacam importância de infraestrutura e logística para comunidade pantaneira" em que apresenta a declaração de   Sicard Barros, produtor pantaneiro de 80 anos que diz: .“Se acontece um acidente ou qualquer problema de saúde, como chegar até a cidade?


Muitas vezes só o avião resolve, mas em dia de mau tempo, ou de noite, não tem condições. Hoje, a única saída é enfrentar 40 horas de lancha, e nem sempre dá tempo de salvar a vida da pessoa. Hoje, não temos acesso nenhum. Só a estrada Boiadeira. Vir a cavalo do mato até a cidade, não tem condições. As distâncias aqui no Pantanal são enormes”.

Estudo  publicado pelo IPEA denominado "Agronegócio e os Desafios da

Infraestrutura de Transporte na Região Centro-Oeste", já apontava que a

infraestrutura de transportes no Brasil é um dos maiores gargalos da

competitividade econômica da produção agropecuária brasileira, especialmente

nas regiões mais distantes dos principais centros consumidores e exportadores.


O trabalho mostra que a região Centro-Oeste apresenta um déficit de investimentos em rodovias, ferrovias, hidrovias e portos, que compromete a eficiência e a rentabilidade dos produtores rurais. E ainda que disso, que  a falta de infraestrutura logística também afeta a qualidade de vida das populações locais, que sofrem com a precariedade dos serviços públicos de saúde, educação, saneamento e, mais uma vez, segurança.  Para superar esses problemas, a publicação do IPEA sugere algumas alternativas, como: ampliar e modernizar a malha rodoviária federal e estadual; incentivar a integração entre os modais de transporte, especialmente o ferroviário e o hidroviário; fortalecer os portos regionais, como o de Itaqui no Maranhão; promover a participação do setor privado nos projetos de infraestrutura por meio de concessões e parcerias colaboração no setor de logística por meio de soluções tecnológicas.


Essas medidas podem efetivamente contribuir para aumentar a competitividade do agronegócio na região do Pantanal Mato-grossense, bem como para melhorar as condições socioeconômicas e ambientais da população. Só que, como se sabe, como, considerando que o estudo é de, pasmem, 2014. Não é preciso nem dizer que de lá para cá, as coisas permanecem como antes nos palácios de Abrantes. Mudará algum dia?


Talvez a mula sem cabeça saiba a resposta.



 

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