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Santa Catarina: Ferrovia Tereza Cristina, curta, mas com grande potencial

A Ferrovia Tereza Cristina (FTC) é a menor malha ferroviária concedida do Brasil, mas tem um papel estratégico na economia de Santa Catarina. Liga o porto de Imbituba ao complexo termelétrico Jorge Lacerda e a outras cidades produtoras de carvão mineral, cerâmica e alimentos na região sul do estado.



Ferrovia Tereza Cristina: uma pequena grande ferrovia

Resumo:

  • Com 164 km de extensão,liga o porto de Imbituba ao complexo termelétrico Jorge Lacerda e a outras cidades produtoras de carvão mineral, cerâmica e alimentos na região sul do estado.

  • Opera desde 1997, quando assumiu a concessão da antiga Estrada de Ferro Donna Thereza Christina, construída no final do século XIX para escoar o carvão das minas de Lauro Müller até o litoral.

  • Atualmente, transporta cerca de 3 milhões de toneladas de cargas por ano, sendo que 90% são de carvão mineral destinado à geração de energia elétrica na usina Jorge Lacerda, a maior do país movida a esse combustível.


A Ferrovia Tereza Cristina (FTC) é a menor malha ferroviária concedida do Brasil, mas tem um papel estratégico na economia de Santa Catarina. Com 164 km de extensão, a FTC liga o porto de Imbituba ao complexo termelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo, e a outras cidades produtoras de carvão mineral, cerâmica e alimentos na região sul do estado.


Opera desde 1997, quando assumiu a concessão da antiga Estrada de Ferro Donna Thereza Christina, construída no final do século XIX para escoar o carvão das minas de Lauro Müller até o litoral. A ferrovia foi batizada em homenagem à imperatriz Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II, que incentivou o projeto. Atualmente, transporta cerca de 3 milhões de toneladas de cargas por ano, sendo que 90% são de carvão mineral destinado à geração de energia elétrica na usina Jorge Lacerda, a maior do país movida a esse combustível. A via também movimenta produtos cerâmicos, contêineres, fertilizantes, grãos e farelo de soja.


Para realizar essas operações, a FTC conta com uma frota de 10 locomotivas e 300 vagões, além de terminais intermodais e pátios de manobra. A empresa emprega cerca de 300 funcionários diretos e indiretos e tem sede em Tubarão, onde fica o centro de controle operacional da ferrovia. Existem planos de expansão para aumentar sua capacidade e atender novos mercados. Um dos projetos é a construção da EF-140, uma ferrovia de 234 km que ligaria Imbituba a Araquari, no norte do estado, passando por Joinville e São Francisco do Sul. Essa obra a integraria a à malha nacional e permitiria o transporte de cargas entre os portos catarinenses e o centro-oeste do país.


Outro projeto é a modernização da via férrea existente, com a substituição dos trilhos e dormentes por materiais mais resistentes e a implantação de sistemas de sinalização e comunicação mais avançados. Essas medidas objetivam aumentar a velocidade média dos trens e reduzir os custos operacionais e ambientais da ferrovia.



 

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