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Rota bioceânica: integração comercial e cultural entre Brasil e Chile.

Atualizado: 12 de jul. de 2023

A rota bioceânica, que liga o Brasil ao Chile, traz benefícios econômicos, culturais, ambientais e sociais para os dois países.

Bioceânica integra países e reduz distância e custos de transporte entre Brasil e Chile

Leitura rápida:

A rota bioceânica:

  • Envolve obras de infraestrutura, como pontes, rodovias e ferrovias

  • Fortalece o comércio bilateral e regional, com maior acesso a mercados asiáticos

  • Estimula o turismo, a cultura e a educação entre Brasil e Chile

  • Favorece a integração energética, com potencial para exportação de gás natural e eletricidade

  • Promove a cooperação científica e tecnológica, com intercâmbio de conhecimentos e experiências

  • Impulsiona o desenvolvimento sustentável, com respeito ao meio ambiente e às comunidades locais

A rota bioceânica, que liga Brasil a Chile é um projeto estratégico que abre novas oportunidades para os dois países, especialmente para o estado de Mato Grosso do Sul (MS) e a região norte chilena que consiste em uma via terrestre que atravessa quatro países: Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, reduzindo em cerca de 8 mil quilômetros a distância entre os portos brasileiros e chilenos no Oceano Pacífico. Com isso, os custos de transporte de mercadorias entre os dois países diminuem significativamente, tornando-se os mais competitivos nos mercados internacionais, principalmente o da Ásia.

Com cerca de 2.400 quilômetros de extensão, a estrada começa em Campo Grande, passa por Porto Murtinho, na fronteira com o Paraguai; segue pelo Chaco paraguaio até Carmelo Peralta; cruza o rio Paraguai por uma ponte binacional; entra na Argentina pela província de Formosa; atravessa o Chaco argentino até a cidade de Roque Sáenz Peña, onde se conecta com a Ruta Nacional 16, que leva até a fronteira com o Chile na província de Salta. A partir daí, a segue pela Cordilheira dos Andes até o porto de Antofagasta, no Oceano Pacífico.

O projeto envolve obras de infraestrutura, como a construção de pontes, a pavimentação e a duplicação de rodovias, a implantação de ferrovias e a modernização de portos. Prevê ainda a harmonização de normas aduaneiras, sanitárias e fitossanitárias, a facilitação do trânsito de pessoas e veículos, a segurança nas fronteiras e a integração dos sistemas de comunicação e informação. Essas medidas visam garantir a eficiência, a segurança e a qualidade do transporte multimodal na região.

Fortalecer o comércio bilateral e regional entre o Brasil e o Chile, que são parceiros estratégicos na América do Sul, é uma das principais metas da rota bioceânica. O Chile é o segundo maior destino das exportações brasileiras na região, atrás apenas da Argentina. Destaca-se o fato de que o Brasil é o principal fornecedor de produtos para o o país andino na América do Sul. Em 2020, o comércio bilateral entre os dois países somou US$ 7,2 bilhões, sendo US$ 3,9 bilhões em exportações brasileiras e US$ 3,3 bilhões em importações chilenas. Os principais produtos exportados pelo Brasil ao Chile são carnes, cereais, máquinas e equipamentos, produtos químicos e automóveis. Já os principais produtos importados pelo Brasil do Chile são cobre, celulose, frutas, vinhos e salmão.

O caminho rodoviário estimula mutuamente o turismo, a cultura e a educação. Oferece aos viajantes uma variedade de paisagens naturais, culturais e históricas ao longo do seu trajeto. Desde as planícies do Pantanal até as montanhas dos Andes, passando por rios, lagos, cachoeiras, florestas, desertos, cidades e povoados, a rota bioceânica é uma oportunidade de conhecer e apreciar as belezas e as riquezas da América do Sul.

Favorece o intercâmbio cultural e educacional entre o Brasil e o Chile, com a promoção de eventos, exposições, festivais, cursos, palestras, seminários e outras atividades que aproximam as pessoas e as instituições dos dois países.

Efeito potencial integração energética é a exportação de gás natural e eletricidade. O Brasil possui grandes reservas de gás natural na Bacia do Paraná, que abrange o MS, e o Chile alta demanda por esse recurso para a geração de energia elétrica. Com a rota bioceânica, seria possível construir um gasoduto que transportasse o gás natural gerando receitas para o Brasil e reduzindo os custos para o Chile. Considere-se também que o Brasil possui um sistema elétrico interligado que pode fornecer energia ao Chile em momentos de escassez ou emergência, já o outro parceiro possui matriz energética renovável que pode complementar a matriz brasileira em momentos de baixa hidrológica.


Outro fator importante é a cooperação científica e tecnológica entre os parceiros, com intercâmbio de conhecimentos e experiências que possuem em centros de pesquisa e desenvolvimento em áreas estratégicas, como agricultura, biotecnologia, nanotecnologia, saúde, meio ambiente, defesa e astronomia. Assim, é possível estimular a colaboração entre esses centros, com a realização de projetos conjuntos, a troca de informações e dados, a publicação de artigos e livros, a participação em eventos e redes internacionais e a formação de recursos humanos qualificados.

A rota bioceânica impulsiona o desenvolvimento sustentável da região, com respeito ao meio ambiente e às comunidades e segue os princípios da Agenda 2030 das Nações Unidas, que estabelece os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para o mundo. Registre-se ainda a contribuição para o cumprimento de vários ODS, como o fim da pobreza e da fome, a promoção da saúde e da educação, a geração de emprego e renda, a redução das desigualdades, a proteção da biodiversidade, a mitigação das mudanças climáticas e o fortalecimento da paz e da democracia.



 

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