Ferroeste será o segundo maior corredor de transporte de grãos do Brasil

Atualizado: 14 de jan.

Nova Ferroeste será o segundo maior corredor de transporte de grãos do país. O novo projeto, que tem um custo inicial de R$25 bilhões, tem como objetivo colocar a região oeste do Paraná em uma posição de mais competitividade no mercado de agronegócio


Imagem Ferroeste

De acordo com o projeto que visa a melhoria e a ampliação do transporte ferroviário do Paraná, o desenvolvimento do oeste do estado passará pelos trilhos da Nova Ferroeste. Isso porque, com as novas mudanças, a ferrovia terá mais de 1200 quilômetros de traçado, o que a permitirá conectar Cascavel a Foz do Iguaçu, e ao Mato Grosso do Sul.


Até o momento, o investimento previsto para a obra é de R$ 25 bilhões. O objetivo é deixar mais eficiente o escoamento da safra e colocar a região numa posição de mais competitividade no mercado tanto nacional, quanto internacional.

“Isso para nós será maior consolidação a transformação definitiva da nossa região no que se diz respeito a mobilidade e transporte, isso vai inclusive ter um reflexo direto na vida das pessoas porque nós teremos um resultado positivo no que diz respeito a economia do transporte e isso evidentemente impacta-la na ponta para os consumidores”, afirmou Leonaldo Paranhos, prefeito de Cascavel.


Cerca de 80% do transporte de grãos do oeste paranaense é feito pelas estradas, e esta é a forma mais cara de fazer o escoamento da safra. Entre as mais baratas, encontra-se o modelo ferroviário, isso porque ao utilizar os trilhos uma economia de quase 30% é gerada.


Para Luiz Henrique Fagundes, Coord. do Plano Estadual da Ferroeste “O grande ganho promovido por uma infraestrutura moderna como está sendo proposta pelo projeto é o ganho de produtividade, isso reflete uma forte redução da matriz de custos do setor produtivo que vai torná-lo mais competitivo tanto para exportação com também dentro do mercado interno, podendo trazer parte desta vantagem a preço na gôndola para o consumidor final”. Segundo ele, será uma concessão que está prevendo o tempo de construção mais 60 anos. Num modo de construção, isso ´é uma garantia para a sociedade de que daqui a 60 anos todos esses investimentos retornam para o estado e aí nós vamos para uma nova rodada da concessão”


Além de tais mudanças significativas, a nova Ferroeste deve dar estrutura para aumentar o volume de carga transportada. Hoje, a demanda anual é de 35 mil contêineres, sendo que apenas 12 conseguem passar a ferrovia.

“Podemos ter competitividade hoje, mas a dinâmica do comércio mundial é sempre ter mais eficiência então nós precisamos de competitividade, procurar os meios mais eficientes e mais agilidade. essas são as esperanças dentro de um leilão da Ferroeste que vai dar ao oeste, ao sudoeste do Paraná, ao centro oeste do Brasil, agregando ao Paraguai uma eficiência, uma agilidade, e vai melhorar nossa competitividade”, acredita Dilvo Grolli, Presidente da Coopavel

Quando finalizada, esta nova malha ferroviária deve se tornar uma das mais importantes do país, tonando o segundo maior corredor para transporte de grãos do Brasil. A estimativa é que passem por ela mais de 50 milhões de toneladas de carga por ano.

Com a estrutura mais moderna, o tempo de transporte também deve mudar. O trajeto de Cascavel ao porto de Paranaguá deve diminuir de cinco dias para 20 horas de viagem.


 

Texto de Caroline Maltaca, com informações da RIC Record TV. Adaptado.