Mercado de implementos rodoviários registra quadrimestre estável

Atualizado: 12 de mai.

Crescimento das vendas de carrocerias sobre chassi compensa baixa nas entregas de reboques e semirreboques


Por: AutoIndústria


Reboques e semirreboques: queda de queda de 9,4%.- reboques e

A indústria de implementos rodoviários termina o primeiro quadrimestre em ritmo de entregas estável. De acordo com balanço da Anfir, apresentado na quarta-feira, 4, de janeiro a abril, o mercado transportador recebeu 48,2 mil produtos, volume que representou leve queda de 0,86% em relação às 48,6 mil unidades entregues nos mesmos quatro meses de 2021. O fim do período revela trajetórias opostas dentre os segmentos de implementos. Enquanto a categoria de pesados começa a sinalizar demanda menos intensa, a de leves compensa no resultado com crescimento.

Nos primeiros quatro meses do ano, as entregas de carrocerias sobre chassi anotaram um aumento de 11,5%, para 22,1 mil produtos ante 19,8 mil registrados um ano antes. Segundo avaliação da Anfir, o desempenho reflete aquecimento de canteiros de obras. “Parece evidente que a construção civil, sobretudo ligada ao mercado imobiliário, contribuiu para o resultado do segmento”, resume José Carlos Spricigo, presidente da associação que representa os fabricantes de implementos. “O mercado de leves experimentou três anos de vendas reprimidas e agora esperamos que retome seu curso.”

Um indicador que corrobora com a análise do dirigente é o crescimento anotado nas entregas de caçambas para caminhões basculantes. As quase 3,1 mil unidades negociadas de janeiro a abril, representaram alta de 58,9% sobre o volume de um ano atrás, de 1,9 mil unidades.

Ao contrário do comportamento das vendas de leves, os emplacamentos de reboques e semirreboques chegam ao fim do primeiro quadrimestre com uma queda de 9,4%. No período foram vendidos pouco mais de 26 mil implementos rebocados contra 28,7 mil de janeiro a abril do ano passado.

“O segmento de pesados reagiu com mais agilidade nos últimos dois anos, mas tudo indica que agora os clientes estão mais cautelosos em adquirir novos produtos”, avalia Spricigo. “O mercado está à espera de uma reação mais consistente da economia.”


 

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