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Logística reversa evita poluição por medicamentos vencidos.

Sistema que recolhe e destina produtos fora de uso já atende 70 milhões de pessoas e preserva o meio ambiente.

A reciclagem de medicamentos é uma questão de responsabilidade e consciência

Leitura rápida:

  • Logística reversa: descarte correto de remédios

  • Medicamentos vencidos ou em desuso: risco para saúde e meio ambiente

  • Decreto nº 10.388: sistema de logística reversa de medicamento

  • Consumidores devem levar medicamentos às farmácias participantes,

  • Distribuidoras e indústrias são responsáveis pelo transporte e destruição

  • Destinação final ambientalmente adequada: incineração ou coprocessamento

  • Implementação gradual: municípios com mais de 100 mil habitantes

  • Portal para monitoramento dos volumes coletados e comunicados


Uma iniciativa conjunta do setor farmacêutico está contribuindo para evitar a poluição ambiental causada pelo descarte incorreto de medicamentos vencidos ou em desuso. Trata-se da logística reversa, um sistema que recolhe e destina adequadamente esses produtos, evitando que eles contaminem o solo, a água e a saúde pública. Desde o início de sua operação, em junho de 2021, a logística reversa de medicamentos domiciliares já abrange uma população de 70 milhões de pessoas, contando com 3,6 mil pontos de coleta espalhados pelo país. Nesse período, mais de 195 toneladas de produtos foram recolhidas e tiveram um destino sustentável. O sistema funciona da seguinte forma: as farmácias e drogarias disponibilizam dispensadores contentores para a coleta dos medicamentos vencidos ou em desuso, permitindo que os consumidores descartem adequadamente os produtos. Os distribuidores são responsáveis por transportar os conteúdos dos dispensadores até os pontos de armazenamento secundário. Posteriormente, a indústria farmacêutica se encarrega de levar os resíduos domiciliares de medicamentos até unidades de tratamento e destinação final ambientalmente adequadas, como incineradores, coprocessadores ou aterros especiais.


Reciclar medicamentos é um grande remédio para o planeta

A logística reversa é uma conquista significativa para o meio ambiente e a saúde pública, pois evita que os medicamentos vencidos ou em desuso sejam jogados no lixo comum, na rede de esgoto ou em rios e lagos, causando danos à fauna e à flora aquática, além de riscos à saúde humana. Um estudo da UFRGS encontrou traços de resíduos de diferentes medicamentos, como antiinflamatórios, antimicrobianos e cafeína, em análise de efluentes do Arroio Dilúvio, Lago Guaíba e Rio Gravataí em Porto Alegre e Região Metropolitana. Esses resíduos podem afetar o equilíbrio ecológico e interferir na qualidade da água para consumo humano.

Ou seja, o processo de reciclagem é uma questão de consciência e responsabilidade de todos. A solução também contribui para a redução do desperdício de medicamentos, pois incentiva o consumo consciente e racional desses produtos por parte do consumidor que s igualmente responsável, já que tudo começa por ele. Note-se que segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50% dos medicamentos são consumidos inadequadamente no mundo.

A próxima etapa da implementação do sistema de logística reversa está prevista para setembro de 2023 e abrangerá todas as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes. A adesão das farmácias será opcional, desde que seja garantido pelo menos um ponto de coleta para cada 10 mil habitantes.



 

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