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Indústria Ferroviária Global: tendências para o segundo semestre de 2023.

Atualizado: 12 de jul. de 2023

O setor ferroviário de cargas aposta na sustentabilidade e na inovação para superar as crises sanitária, econômica e geopolítica. Hidrogênio, eletrificação e serviços com zero emissão de carbono são algumas das iniciativas que visam reduzir o impacto ambiental e aumentar a competitividade do transporte ferroviário.

Em cenário global o futuro bate à porta

Leitura rápida:

  • Setor ferroviário de cargas: estratégico, sustentável e desafiador

  • Concorrência, inovação e cooperação: os pilares do sucesso em 2023

  • Rodovias ainda dominam o mercado, mas ferrovias ganham espaço

  • Produtividade, segurança, qualidade e competitividade: os benefícios da inovação

  • Eficiência energética e baixa emissão de carbono: as vantagens do transporte ferroviário

  • Hidrogênio e eletrificação: as novas fontes de energia para as locomotivas

  • Serviços de cargas com zero emissão de carbono: a nova tendência do setor

  • Indústria ferroviária global busca se recuperar de crises e se adaptar às mudanças

O ano de 2023 vem sendo um decisivo para a indústria ferroviária global, que busca se recuperar dos impactos da pandemia de COVID-19 e da invasão russa, além de enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas e pelas demandas dos passageiros e clientes. Neste contexto, o transporte de cargas por ferrovias se destaca como uma alternativa sustentável, eficiente e competitiva para o desenvolvimento econômico e social dos países. Nesta matéria, apresentamos algumas das tendências-chave que devem marcar o setor ferroviário de cargas no segundo semestre de 2023, com base em fontes especializadas e confiáveis.

O transporte ferroviário é líder em eficiência energética e baixa emissão de carbono, o que o torna uma opção atraente para os clientes que buscam reduzir seu impacto ambiental e se alinhar às metas de neutralidade climática dos governos. Nos últimos meses, houve avanços promissores na utilização de hidrogênio e eletrificação como fontes de energia para as locomotivas, bem como a introdução de novos serviços de cargas com zero emissão de carbono.

Um exemplo é o serviço lançado pela Network Rail em parceria com a Varamis Rail no início de 2023, que liga a Escócia ao centro da Inglaterra com trens totalmente elétricos, voltados para o transporte expresso de encomendas e mercadorias de consumo. Outro exemplo é o desenvolvimento de um motor movido a amônia-hidrogênio pela empresa japonesa Kawasaki Heavy Industries, que visa substituir os motores a diesel nas ferrovias regionais do Japão.

Além disso, um estudo recente revelou que investir em uma rede europeia abrangente de trens de alta velocidade seria fundamental para gerar valor para a sociedade europeia e reduzir drasticamente a pegada ambiental do transporte no continente, criando mobilidade sustentável e equitativa. O estudo avaliou o potencial de mercado e o impacto dos investimentos nesse tipo de trem, investigou três cenários de rede, analisou a perspectiva social, incluindo benefícios socioeconômicos e ambientais, com base em resultados de estudos acadêmicos recentes.

A inovação é outro fator-chave para o sucesso do transporte ferroviário de cargas em 2023, pois permite aumentar a produtividade, a segurança, a qualidade e a competitividade do setor. As novas tecnologias aplicadas ao transporte ferroviário incluem inteligência artificial, internet das coisas, big data, blockchain, automação, digitalização e comunicação sem fio.

Essas tecnologias permitem melhorar a gestão do tráfego ferroviário, otimizar a utilização da capacidade e da infraestrutura, monitorar o desempenho e a manutenção dos equipamentos, rastrear as cargas em tempo real, integrar os modais de transporte, facilitar as operações alfandegárias e aumentar a segurança dos trabalhadores e das operações.

Um exemplo de inovação no setor ferroviário é o projeto Rail Baltica, que visa construir uma nova linha ferroviária de bitola europeia que conectará os países bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia) à Polônia e ao resto da Europa. O projeto tem um orçamento estimado em 5,8 bilhões de euros e deve ser concluído até 2026. O projeto prevê o transporte tanto de passageiros quanto de cargas, com velocidades máximas de 240 km/h e 120 km/h, respectivamente. O projeto também incorpora soluções inovadoras como sistemas inteligentes de controle de tráfego, plataformas digitais para gestão de carga e passageiros, integração multimodal e sustentabilidade ambiental.

O transporte ferroviário de cargas enfrenta uma forte concorrência de outros modos de transporte, especialmente o rodoviário, que ainda domina o mercado em muitas regiões do mundo. Para aumentar sua competitividade, o setor ferroviário precisa investir em melhorias na infraestrutura, na qualidade do serviço, na flexibilidade, na confiabilidade e na transparência.

Uma das formas de aumentar a competitividade do transporte ferroviário é através da cooperação entre os diferentes atores do setor, como operadores, gestores de infraestrutura, reguladores, clientes e fornecedores. A cooperação permite harmonizar os padrões técnicos e operacionais, reduzir as barreiras administrativas e burocráticas, aumentar a interoperabilidade e a conectividade entre as redes ferroviárias e promover a integração regional e internacional.

Um exemplo de cooperação no setor ferroviário é a iniciativa Rail Freight Forward, que reúne mais de 20 empresas ferroviárias europeias com o objetivo de aumentar a participação do transporte ferroviário de cargas de 18% para 30% até 2030, reduzindo assim as emissões de CO2 em 290 milhões de toneladas por ano. A iniciativa também visa sensibilizar os tomadores de decisão e o público sobre os benefícios do transporte ferroviário e incentivar o desenvolvimento de políticas favoráveis ao setor.

O transporte ferroviário de cargas é um setor estratégico para o desenvolvimento econômico e social dos países, bem como para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Em 2023, o setor deve enfrentar diversos desafios e oportunidades, que exigem investimentos, inovação e cooperação. As tendências apresentadas neste artigo são apenas algumas das que devem marcar o setor no segundo semestre de 2023, mas há muitas outras que merecem atenção e acompanhamento.




 

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