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Entenda mais sobre a Ferrogrão: defesa, polêmicas e a liberação para estudos.

Atualizado: 26 de jun. de 2023

A ferrovia é fruto de projeto iniciado nos anos de 1970, que ligará o Mato Grosso ao Pará, facilitando o escoamento de grãos pelo Arco Norte do país.


Ferrogrão a vista - Imagem ANTT
  • Projeto visa melhorar o escoamento da produção agrícola do centro-norte de Mato Grosso até os portos do Pará, na região Norte do Brasil.

  • A extensão será de aproximadamente 933 km. A capacidade de transportar é estimada em até 52 milhões de toneladas de commodities agrícolas por ano, principalmente soja e milho.

  • A Ferrogrão ligará o município de Sinop (MT) ao distrito portuário de Miritituba (PA), no rio Tapajós, onde os grãos serão embarcados em barcaças até os portos de Santarém (PA) e Barcarena (PA) .

  • Espera-se redução entre 30% e 40% no custo do frete e diminuir as emissões de carbono, ao substituir os caminhões movidos a diesel que atualmente trafegam pela BR-163 .

  • O valor estimado do investimento é de R$ 12 bilhões, que serão injetados pela iniciativa privada. O prazo de concessão é de 69 anos.

  • O projeto foi encaminhado para análise do Tribunal de Contas da União (TCU) em 2022, mas teve os trâmites suspensos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em março de 2023 .

  • O STF julgou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que apontava pontos irregulares no projeto sob o ponto de vista constitucional, como a falta de consulta prévia aos povos indígenas e a violação de uma unidade de conservação.

  • O ministro Alexandre de Moraes, autorizou a liberação dos estudos sobre a implantação da ferrovia, mas determinou que eles sejam realizados com transparência e participação social.

  • O projeto tem o apoio de entidades ligadas ao agronegócio. Estas defendem que a ferrovia irá aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional e gerar desenvolvimento econômico e social para a região.

  • Mas a iniciativa sofre a resistência de organizações indígenas e ambientais que alertam para impactos ambientais e sociais, como desmatamento, invasão de terras indígenas, perda da biodiversidade o aumento dos conflitos fundiários na região.

  • Desenvolvido com a Climate Bond Initiative, será possível captar green bonds, reduzindo em 50% a emissão dos gases do efeito estufa. Cerca de 1 milhão de toneladas de CO2 seriam retiradas da atmosfera da Amazônia.


 

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