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Crise logística no Canal do Panamá afeta comércio mundial.

A seca que atinge o Canal do Panamá reduziu o nível de água dos lagos que abastecem a via interoceânica e limitou a passagem de navios maiores.


  • Leitura rápida

● Canal do Panamá enfrenta crise logística por falta de chuvas.


● Seca reduz volume de água dos lagos que abastecem as eclusas.


● Autoridade do Canal adota medidas para economizar água e evitar colapso.


● Cerca de 6% do transporte marítimo mundial passa pelo canal.


● Afetados abastecimento de água potável e biodiversidade da região.


● Alternativas são construção de novo reservatório ou reciclagem de água


nas eclusas.


● Projetos têm custos elevados e demoram anos para serem concluídos.


Fundamental para o comércio internacional, Canal do Panamá sofre com a seca

O Canal do Panamá, uma das principais rotas do comércio marítimo global, está enfrentando uma grave crise logística devido à falta de chuvas. A seca que afeta a região desde o ano passado diminuiu o volume de água dos lagos artificiais que fornecem água para o funcionamento das eclusas, que elevam e descem os navios entre os oceanos Atlântico e Pacífico.




Para garantir a segurança e a operação do canal, a Autoridade do Canal (ACP) adotou uma série de medidas para economizar água e evitar o colapso da via. Entre elas, estão a redução do número de embarcações que transitam diariamente, a diminuição do calado máximo dos navios que podem atravessar o canal e a cobrança de uma tarifa extra pela água doce consumida pela navegação.

Segundo a ACP, cerca de 6% de todo o transporte marítimo mundial passa pelo canal, principalmente dos Estados Unidos, China e Japão. Em 2022, mais de 14 mil embarcações com 518 milhões de toneladas de carga cruzaram ocanal, gerando receita de US$ 2,5 bilhões para o país. Por isso, as autoridades panamenhas temem que as empresas de navegação optem por outras rotas e prejudiquem a economia nacional.


A crise também afeta o abastecimento de água potável para mais da metade da população do Panamá, que depende dos lagos Alhajuela e Gatún. Além disso, tem impactos ambientais negativos, como a perda de biodiversidade e a emissão de gases de efeito estufa pelos navios que têm que percorrer distâncias maiores para contornar o canal.


Diante desse cenário, a ACP está buscando alternativas para garantir a sustentabilidade a longo prazo. Uma delas é a construção de um novo reservatório na bacia hidrográfica, que custaria cerca de US$ 2 bilhões e levaria dez anos para ser concluído. Outra é a implementação de um sistema de reciclagem de água nas eclusas, que reduziria em 60% o consumo de água doce por trânsito.




 

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