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Crise dos contêineres ameaça abastecimento e preços. Ameaça para o Natal 23?

A escassez de espaço para o transporte de produtos da Ásia para o Ocidente pode gerar falta de mercadorias e aumento de custos para os consumidores.




Leitura rápida:


  • Aumento da economia global impulsiona demanda por contêineres

  • Falta de navios, contêineres e atrasos nos portos causam gargalos logísticos

  • Importadores antecipam compras de Natal para evitar desabastecimento

  • Preço do frete marítimo dispara a níveis impensáveis

  • Produtos eletrônicos, brinquedos e alimentos são os mais afetados pela crise

  • Medidas sanitárias na China reduzem produção e capacidade dos terminais marítimos

  • Solução da crise depende de equilíbrio entre oferta e demanda no transporte de contêineres


Oferta de contêineres não acompanha a demanda


O Natal deste ano pode ser marcado por uma das maiores crises de transporte marítimo da história, que afeta o fluxo de mercadorias entre a Ásia e o Ocidente. A escassez de espaço disponível para o transporte de produtos em contêineres pode gerar falta de itens essenciais, como eletrônicos, brinquedos e alimentos, além de aumentar os custos para os consumidores.


A crise dos contêineres é resultado do aumento da economia global, que impulsiona a demanda por esses equipamentos logísticos versáteis, feitos de aço, alumínio ou fibra, que sustentam o comércio internacional. Segundo a Associação Argentina de Empresas de Brinquedos, o transporte de contêineres movimenta US$ 4 trilhões em mercadorias por ano.


No entanto, a oferta de contêineres não acompanha a demanda, gerando um desequilíbrio no mercado. Além da falta de navios e contêineres, há também congestionamentos nos principais portos internacionais e fechamentos temporários de alguns terminais marítimos chineses, devido às medidas rígidas de controle da pandemia de covid-19.


Esses fatores provocam atrasos na entrega das mercadorias e elevam o preço do frete marítimo a níveis impensáveis. De acordo com Teddy Heinsen, presidente da Associação de Armadores da República Dominicana, se antes se pagava US$ 2 mil para transportar um contêiner da China para a costa oeste dos Estados Unidos, agora é preciso pagar US$ 20 mil.


Diante desse cenário, os importadores estão antecipando suas compras de Natal para evitar o desabastecimento. No entanto, nem todos conseguem garantir seus pedidos a tempo, pois algumas empresas chinesas estão fabricando menos, por causa das restrições sanitárias.


Os produtos mais afetados pela crise dos contêineres são aqueles que dependem mais do transporte marítimo, como os eletrônicos, os brinquedos e os alimentos refrigerados. Esses itens podem ficar escassos ou mais caros nas prateleiras das lojas durante as festas de fim de ano.


A solução da crise depende do restabelecimento do equilíbrio entre a oferta e a demanda no transporte de contêineres. Para isso, é preciso aumentar a capacidade dos navios e dos portos, reduzir os atrasos nas operações logísticas e flexibilizar as medidas sanitárias na China. Fontes de pesquisa:






 

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