Com liberação da ANAC, drones devem revolucionar a logística de entrega

Atualizado: 14 de abr.

Por aqui, já há projetos de entregas de refeições por drones, como os testes do iFood, e condomínios se preparam para receber o novo meio de transporte.

Fonte: IP News, por João Monteiro

Arte sobre foto. TRC IN TIME

As operações com drones ganharam nova importância após a autorização de entregas comerciais no Brasil concedida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em janeiro deste ano. De acordo com a consultoria internacional Gartner, 5 milhões de aparelhos devem ser vendidos no mundo por ano até 2025, gerando, possivelmente, um faturamento de cerca de US$ 15,2 bilhões a cada ano. O uso do drone, considerado um veículo aéreo não tripulado

Atualmente, o iFood, um dos maiores aplicativos de entrega do País, faz testes de entrega em Campinas (SP) e Sergipe. A empresa já adiantou à imprensa que vai ampliar a tecnologia para outras regiões após a autorização pela agência, mas que o serviço vai funcionar como complemento ao trabalho dos entregadores, que deverão pegar o pedido no local do pouso e levar até o cliente. Por causa disso, o número de drones pontos, também conhecido por droneport, deve aumentar.

O engenheiro e especialista em desenvolvimento imobiliário, Cleberson Marques, aposta nas mudanças em imóveis para adotar esse novo meio de transporte. Para ele, à medida que a demanda por esses serviços cresce, serão necessários mais pontos para que o drone tenha condições de pouso.

Segundo ele, em um primeiro momento não haverá droneports em 100% dos locais necessários. “Será preciso uma adaptação dos imóveis para isso, é a inclusão desses espaços nos lançamentos é forma de ancorar na expansão deste tipo de serviço”, explicou. Condomínio já se prepara para drones

Ele participou da conceituação de um bairro planejado em Valparaíso de Goiás, o Reserva do Vale, que receberá o primeiro droneport da região Centro-Oeste para proporcionar aos futuros moradores e trabalhadores a facilidade de receber encomendas via aérea. O local para pouso e decolagens de drones já estava no projeto antes mesmo da regulamentação da Anac.

A proximidade de Valparaíso com Brasília (DF) deve favorecer não somente os drones pontos, mas também a implantação de pequenos Centros de Distribuição. “A adoção dos drones como meios de entregas vem somar com a mudança de comportamento dos clientes, que hoje compram muito mais on-line e fazem das lojas físicas apenas pontos de experiências ou retiradas de produtos” observou o engenheiro. Para ele, o principal movimento que aumentou e alterou o sistema de logística foi o consumo da internet.

A expectativa é que isso mude a forma que a logística é pensada no País. Se, por enquanto, o foco está em grandes centros de distribuição para atender as lojas como um todo e ficavam afastados, no futuro, o estoque pode ser mais descentralizado. Marques ainda acredita que haverá redução do número de caminhões e automóveis que fazem entregas circulando pelas ruas.


Sabe-se que em outros setores como como a construção civil, o uso dos VANTS diminui em 83% os custos de processo Para inspeção de fachadas permite que este seja realizado em apenas um dia; antes, as inspeções duravam cerca de dois meses. Além de serem mais seguras, já que ninguém vai ter que se pendurar em prédios, reduziu o custo médio de inspeção em três torres de R$ 60 mil para R$ 6 mil. Testes realizados pela construtora ainda indicam o ganho de 93% em eficiência no processo.