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Case: Empresa americana é condenada a pagar mais de US$ 35 mi de dólares por discriminação

A empresa de transporte Werner Enterprises foi condenada por um júri a pagar mais de 36 milhões de dólares a um candidato a motorista surdo que foi rejeitado pela companhia. O candidato, que tinha experiência e licença para dirigir caminhões, alegou que sofreu discriminação por causa de sua deficiência auditiva. A Werner negou as acusações e disse que agiu de acordo com as normas de segurança.


Aqui como lá?

Leitura rápida:

  • Motorista surdo rejeitado pela Werner ganha indenização milionária

  • Victor Robinson tinha licença e isenção para dirigir veículo comercial

  • Vice-presidente da Werner negou contratação sem avaliar acomodação

  • EEOC processou Werner por violar lei contra discriminação de deficientes

  • Júri condenou Werner a pagar 36 milhões de dólares em danos punitivos

  • Werner se disse decepcionada com veredicto e cogita recorrer

  • Robinson se sentiu humilhado, até porque já trabalhou em outras empresas

  • Pensa-se que algo semelhante possa acontecer no Brasil


O caso de Victor Robinson, um motorista surdo que foi rejeitado pela empresa de transporte Werner Enterprises, ganhou repercussão nacional nos Estados Unidos após um júri federal condenar a companhia a pagar mais de 36 milhões de dólares em indenização por discriminação. Robinson havia se candidatado a uma vaga de motorista em janeiro de 2016, depois de obter uma licença comercial de condução em uma escola de treinamento da própria Werner. Ele também tinha uma isenção do Departamento de Transportes dos EUA que o dispensava da exigência de audição para operar um veículo comercial.


No entanto, apesar de ter sua pré-aprovação confirmada, Robinson foi informado por um vice-presidente da Werner que não seria contratado porque não podia ouvir. Segundo o processo movido pela Comissão de Igualdade de Oportunidades no Emprego (EEOC, na sigla em inglês), o executivo não propôs nem investigou qualquer forma de acomodação que permitisse a Robinson desempenhar o trabalho.



A EEOC alegou que a empresa violou a Lei dos Americanos com Deficiências (ADA, na sigla em inglês), que proíbe a discriminação contra pessoas com deficiências e exige que os empregadores forneçam acomodações razoáveis.


O júri concordou com a EEOC e determinou que a Werner pagasse 75 mil dólares em danos compensatórios e 36 milhões em danos punitivos a Robinson. A decisão foi anunciada na sexta-feira, 4 de setembro de 2023. A Werner divulgou uma nota na terça-feira, 5 de setembro, expressando decepção com o veredicto e dizendo que está avaliando as opções para um recurso.


O motorista, por sua vez, declarou que se sentiu humilhado e desrespeitado pela Werner e que esperava que sua vitória judicial inspirasse outros motoristas surdos a perseguirem seus sonhos. Ele afirmou que desde a discriminação sofrida pela Werner, foi contratado por outras empresas de transporte e trabalhou com sucesso como motorista comercial.




 

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