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Brasil e Argentina buscam solução para crise dos contêineres

A escassez e o encarecimento dos contêineres marítimos afetam o comércio entre Brasil e Argentina, que dependem desse modal para exportar e importar produtos. Os dois países estão em diálogo com outros parceiros do Mercosul e da América Latina para encontrar alternativas que minimizem os impactos da crise global.


Brasil fora da rota?

Leitura rápida: Razões para o Brasil ficar fora da rota dos grandes navios de contêineres:

  • Falta de infraestrutura portuária adequada para receber esses navios.

  • Altos custos operacionais e tributários que reduzem a competitividade do transporte marítimo.

  • Baixa demanda interna e externa por produtos brasileiros que justifiquem o uso desses navios.

  • Dificuldades logísticas e burocráticas para a movimentação de cargas entre os portos e o interior do país.

  • Falta de integração e cooperação entre os países da América do Sul para formar um mercado comum.

  • Instabilidade política e econômica que afeta a confiança dos investidores e

  • Concorrência de outras rotas e modais de transporte mais eficientes e baratos.


O Brasil enfrenta um desafio para se inserir na rota dos grandes navios de contêineres, que são embarcações capazes de transportar até 24 mil TEUs (unidade de medida para contêiner de 20 pés). Esses navios representam uma tendência mundial na indústria de navegação, que busca aumentar a produtividade e reduzir os custos com economia de escala. No entanto, os portos brasileiros não estão preparados para receber esses gigantes do mar, que exigem canais de acesso profundos e largos, terminais portuários com equipamentos e espaço adequados e agilidade na operação.


Segundo um estudo do Centronave, organização que representa as companhias do setor, o Brasil já tem potencial de carga para estar recebendo navios que podem transportar até 16 mil TEUs, mas as restrições no acesso e na infraestrutura portuária fazem com que as embarcações que operam para o mercado internacional sejam de no máximo para 11,5 mil TEUs. Essa limitação gera prejuízo para toda a cadeia produtiva nacional, pois encarece os custos de importação e exportação das mercadorias.


Além do que o país corre o risco de ficarmais fora ainda da rota dos grandes navios nos próximos anos, pois a indústria de navegação está sob forte pressão para descarbonizar-se até 2050, em função das metas ambientais globais. Isso significa que os navios terão que usar combustíveis menos poluentes e mais caros, o que aumentará a necessidade de otimizar as viagens com navios maiores e mais eficientes.


Para reverter esse cenário, o país precisa investir na modernização e na ampliação dos seus portos, bem como na melhoria da gestão e da regulação do setor. Segundo Leandro Barreto, CEO da Solve Shipping, empresa de inteligência logística, o país sempre correu atrás do prejuízo em relação à capacidade portuária, deixando com que a demanda pressionasse para depois ampliar. Mas, para ele, desta vez as mudanças no setor podem fazer com que esse tipo de comportamento seja fatal.


Barreto defende que o Brasil deve planejar a sua infraestrutura portuária com base nas tendências mundiais e nas necessidades locais, buscando soluções integradas e sustentáveis. Ele cita como exemplos positivos os portos de Rotterdam, na Holanda, e de Singapura, que são referências em tecnologia, eficiência e sustentabilidade.




 

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