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Alerta: perigos para navegação pelos rios do Amazonas se agravam durante o período de seca

Atualizado: 3 de ago. de 2023

Segundo o sindicato, a baixa do nível da água aumenta o risco de acidentes, como colisões e encalhes, ações de criminosos o que causa insegurança, danos ambientais e prejuízos econômicos.

O perigo dr agrava

Leitura rápida

  • Transportadoras do AM dependem dos rios para operar

  • Seca dos rios reduz a profundidade e a largura

  • Navegação fica mais difícil e perigosa na seca

  • Sindarma orienta as transportadoras a seguir normas

  • Normas incluem reduzir a carga e a velocidade

  • Criminosos ameaçam e agridem passageiros e tripulantes das embarcações

O transporte fluvial é uma atividade essencial para o abastecimento de combustível, alimentos e outros produtos de primeira necessidade aos municípios do interior do Amazonas, que dependem quase exclusivamente das embarcações para se conectar com a capital e outras regiões do país. No entanto, essa atividade enfrenta diversos desafios e riscos, especialmente durante o período de estiagem dos rios, que se estende de julho a novembro. Segundo o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), as transportadoras de cargas devem ficar atentas para os problemas que vão desde bancos de areia e troncos, até ataques de piratas dos rios, que podem se tornar riscos diários para os trabalhadores e as embarcações. A entidade emitiu um alerta aos seus associados nesta semana, orientando-os a manter os treinamentos da tripulação, a manutenção e o funcionamento dos equipamentos de monitoramento, e a contratação de escoltas de segurança privadas para acompanhar os comboios. De acordo com dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), do Ministério da Defesa, a previsão para 2023 é que os estados do Norte brasileiro terão chuvas abaixo do normal mesmo para a temporada, e que a estação seca será prolongada e rigorosa até novembro por conta do fenômeno El Niño. Com a descida dos rios, o nível da água diminui e surgem obstáculos naturais como pedras, bancos de areia e troncos de árvores, que podem causar encalhes ou danos às embarcações.

Agravando a situação há também a ameaça de criminosos que se aproveitam da vulnerabilidade das balsas para realizar assaltos ou cobrar "pedágios" para permitir a passagem. Os ataques mais frequentes ocorrem nos rios Madeira e Solimões, onde há um grande fluxo de embarcações, e também a presença de garimpeiros ilegais e traficantes de cocaína que ocupam os canais de navegação. Muitas vezes, os passageiros e tripulantes das balsas são feridos, sofrem com ameaças, violência física e verbal. Em alguns casos, as embarcações são sequestradas ou incendiadas pelos bandidos. Segundo o os ataques são mais frequentes nos rios Madeira e Solimões.


Conforme declaração do presidente do Sindarma, Galdino Alencar Júnior publicada pelo site A Crítica, “Nestes meses, o tempo de viagem quase dobra porque alguns trechos, como Humaitá (AM) a Porto Velho (RO), a navegação é suspensa de noite, fica mais lenta durante o dia, e as embarcações se tornam um alvo fácil para ação dos criminosos”, explicou Galdino, ao acrescentar que as empresas irão reforçar as escoltas de segurança privadas que acompanham os comboios. Com as escoltas, os roubos das quadrilhas caíram em 2023 e neste semestre ainda não registramos nenhuma ocorrência, mas todos os dias há tentativas e trocas de tiros, que são evitadas pelos seguranças privados que contratamos para garantir a continuidade do abastecimento de combustível e outros produtos de primeira necessidade aos municípios do interior”.


O Sindarma também solicitou aos órgãos públicos estaduais e federais de segurança o aumento do efetivo e da fiscalização nos rios para evitar que balsas de garimpos ilegais se instalem nos canais de navegação e ameacem a segurança do transporte fluvial. O sindicato ressaltou ainda que as embarcações transportadoras de cargas não podem navegar à noite durante a vazante, por conta da legislação dos órgãos do setor aquaviário para evitar acidentes. O transporte fluvial no Amazonas é uma atividade que exige perícia, planejamento e precaução, principalmente durante o período de estiagem dos rios. As transportadoras devem ficar atentas para os riscos da navegação e adotar medidas preventivas para garantir a segurança dos trabalhadores e das embarcações, bem como a continuidade do abastecimento dos municípios do interior.

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