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A transição energética do transporte marítimo e os desafios dos portos brasileiros

Os portos brasileiros enfrentam desafios para se adaptar promover transição energética que envolva o uso de combustíveis alternativos, como o hidrogênio, o biogás e a eletricidade. como a falta de infraestrutura, de incentivos fiscais e de regulação


O transporte marítimo é responsável por grande parte das emissões de gases de efeito estufa no mundo

Leitura rápida:

  • A transição energética do transporte marítimo visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa e a dependência de combustíveis fósseis.

  • Os portos brasileiros enfrentam desafios para se adaptar à nova realidade, como a falta de infraestrutura, a burocracia e os custos elevados.

  • Alternativas são o uso de biocombustíveis, como o biodiesel e o etanol, produzidos a partir de fontes renováveis.

  • Outra opção é o uso de energia elétrica, proveniente de fontes limpas, como a

  • Também há possibilidade de usar, obtido por meio da eletrólise da água, como combustível ou como armazenador de energia.

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TRANSPORTE marítimo é responsável por cerca de 90% do comércio global e por 2,5% das emissões de gases de efeito estufa. Para reduzir o impacto ambiental desse setor, é preciso promover uma transição energética que substitua os combustíveis fósseis por fontes mais limpas e renováveis. No entanto, essa mudança depende também da adaptação dos portos, que devem oferecer infraestrutura e serviços adequados para abastecer os navios com combustíveis sustentáveis.


Um estudo realizado pelo Pacto Global da ONU no Brasil, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), avaliou o nível de maturidade dos portos brasileiros em relação à transição energética do transporte marítimo. O resultado foi preocupante: nenhum dos 18 portos analisados possui estrutura pronta para formar corredores verdes de abastecimento com combustíveis sustentáveis, como hidrogênio, biocombustíveis ou eletricidade.


Transição energética contribui coma sustentabilidade do planeta

Noventa e um porcento dos portos não dispõem de campanhas de incentivo para redução de emissões geradas pelo transporte marítimo e cerca de 67% não possuem metas relacionadas à eficiência energética e descarbonização. Há avanços, como são os casos do Porto do Itaqui no Maranhão, conforme você pode acompanhar nesta edição, e o de Açu no Rio de Janeiro que avançam rumo à redução drásticas das emissões de carbono e outros gases.


Diante desse cenário, o Pacto Global da ONU no Brasil lançou um grupo de trabalho com empresas privadas para impulsionar a transição energética dos portos e do transporte marítimo. O objetivo é elaborar um plano de ação com recomendações e boas práticas para acelerar a adoção de combustíveis sustentáveis nos portos brasileiros.


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